Operação Colibri

Suspeito de sequestros é acordado por policiais e reage: “Que susto, rapaz”

Homem de 27 anos era apontado como principal alvo da investigação sobre dois sequestros de corretores de imóveis ocorridos em agosto na Baixada Santista.

Suspeito de 27 anos foi surpreendido por policiais enquanto dormia em casa durante a Operação Colibri, em Santos. - Imagem: Reprodução

Redação Publicado em 29/08/2026, às 10h39

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Um homem de 27 anos, apontado pela Polícia Civil como principal alvo de uma investigação sobre sequestros de corretores de imóveis na Baixada Santista, foi surpreendido por policiais enquanto dormia em casa. A abordagem foi registrada em vídeo e mostra o suspeito reagindo com surpresa ao perceber a presença dos agentes no quarto.

“Que susto, rapaz”, repetiu o homem durante a abordagem. Ele estava acompanhado da filha no momento em que os policiais entraram no imóvel. Um dos agentes aparece armado e determina que o suspeito se afaste e retire a coberta.

O homem ainda foi questionado sobre a existência de armas na residência e respondeu que não havia nenhum armamento no local. Em seguida, os policiais deram continuidade à prisão.

A captura ocorreu durante a Operação Colibri, deflagrada pela Delegacia de Homicídios de Santos na quinta-feira (27). Segundo a investigação, o grupo estaria envolvido em pelo menos dois sequestros registrados durante o mês de agosto.

O primeiro caso aconteceu em 7 de agosto, em São Vicente. Na ocasião, um corretor de imóveis foi levado pelos criminosos até Guarujá, onde permaneceu por mais de 17 horas sob o poder do grupo.

O segundo crime ocorreu em 24 de agosto, no bairro Marapé, em Santos. A investigação conduzida pela Polícia Civil apontou que os crimes poderiam estar relacionados e levou os agentes até os suspeitos.

Além do homem de 27 anos, outros dois suspeitos, de 22 e 23 anos, também foram presos durante a operação. A identidade do principal alvo não foi divulgada pelas autoridades.

De acordo com o delegado Thiago Bonametti, responsável pela investigação, o homem encontrado dormindo seria o integrante mais violento do grupo. Segundo o delegado, ele teria utilizado violência física e feito ameaças contra as vítimas durante os sequestros.

“Dava coronhadas, ameaçava, aterrorizou essas duas vítimas”, afirmou Bonametti em entrevista à TV Tribuna, afiliada da Globo. O delegado também destacou que o suspeito já era procurado por outras delegacias e estaria vivendo em um endereço que não constava nos registros.

As imagens da prisão mostram ainda um detalhe na entrada da residência: um arranjo com a frase “Deus é bom o tempo todo”. Enquanto os policiais realizavam a abordagem, duas pessoas também aparecem questionando o que estava acontecendo.

A investigação continua para esclarecer a participação de cada integrante do grupo nos crimes e verificar se há envolvimento em outras ocorrências. Até a última atualização do caso, a defesa do homem não havia sido localizada.

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