OPERAÇÃO CONTRA RECEPTAÇÃO

Polícia apreende cerca de 10 mil celulares em lojas da Baixada Santista e prende suspeito

Aparelhos foram encontrados durante fiscalizações em Santos, Guarujá, Bertioga e Cubatão; investigação tenta identificar a origem dos telefones e já recuperou 25 unidades para vítimas.

Polícia Civil apreendeu cerca de 10 mil celulares durante fiscalizações em lojas da Baixada Santista. - Imagem: Polícia Civil de SP / Divulgação
Polícia Civil apreendeu cerca de 10 mil celulares durante fiscalizações em lojas da Baixada Santista. - Imagem: Polícia Civil de SP / Divulgação

Redação Publicado em 29/08/2026, às 10h52


A Polícia Civil apreendeu cerca de 10 mil celulares em operações em quatro cidades da Baixada Santista, como parte do Programa SP Mobile, que visa combater furtos e receptação de aparelhos. As fiscalizações revelaram que muitos celulares poderiam estar sendo desmantelados para peças, com estabelecimentos sem documentação adequada.

Durante as ações, um comerciante foi preso em Cubatão por estar na posse de um celular furtado, e a polícia investiga a origem dos aparelhos apreendidos, cruzando dados de boletins de ocorrência com o número de IMEI. Até o momento, 25 celulares foram devolvidos a suas vítimas, enquanto os demais permanecem sob análise.

A operação busca desmantelar redes de receptação e identificar outras vítimas de crimes relacionados a celulares. A estratégia inclui não apenas a prisão de autores de furtos, mas também a fiscalização de pontos de venda e manutenção que operam sem comprovação de origem dos aparelhos.

A Polícia Civil apreendeu cerca de 10 mil celulares durante fiscalizações realizadas em estabelecimentos de compra, venda e manutenção de aparelhos em quatro cidades da Baixada Santista. As ações ocorreram em Santos, Guarujá, Bertioga e Cubatão e fizeram parte do Programa SP Mobile, iniciativa do Governo de São Paulo voltada ao combate a furtos, roubos e à receptação de celulares.

Durante as operações, os agentes encontraram aparelhos novos, usados e seminovos que, segundo a polícia, poderiam estar sendo destinados principalmente à retirada e ao reaproveitamento de peças. Em parte dos estabelecimentos vistoriados, os responsáveis não apresentaram documentação capaz de comprovar a procedência dos telefones.

Em Cubatão, um comerciante acabou preso depois que os policiais localizaram com ele um aparelho identificado como produto de furto, conforme informações da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP). O caso passou a ser investigado como suspeita de receptação.

Além da apreensão, a Polícia Civil iniciou um trabalho para tentar descobrir a origem dos milhares de aparelhos recolhidos e localizar os respectivos proprietários. Para isso, os investigadores cruzam informações dos boletins de ocorrência com o número de IMEI, código individual utilizado para identificar cada celular.

Segundo a SSP-SP, 25 aparelhos já foram devolvidos às vítimas. Os demais celulares permanecem sob análise enquanto os investigadores verificam se estão relacionados a registros de furto ou roubo.

Um dos aparelhos recuperados pertencia ao funcionário público Ives Tomazini. Em entrevista à TV Tribuna, afiliada da Globo, ele contou que havia incluído no boletim de ocorrência informações como os dados da nota fiscal e a identificação do telefone.

O registro detalhado, segundo ele, ajudou os investigadores a localizar o aparelho. “Se não fosse isso, não teriam encontrado”, afirmou.

Ives também relatou o impacto provocado pela perda do celular, tanto financeiramente quanto profissionalmente. O aparelho, segundo ele, era utilizado em atividades de trabalho e representava um investimento significativo.

A operação faz parte de uma estratégia para atingir não apenas os autores de furtos e roubos, mas também os pontos que podem receber, comercializar ou desmontar aparelhos sem comprovação de origem. Com milhares de celulares apreendidos, a investigação agora busca determinar quantos dos equipamentos estão ligados a crimes registrados na região e identificar outras possíveis vítimas.