Esporte

Com Torben Grael em busca do nono título, 76ª edição da Regata Santos-Rio tem largada no litoral paulista

A 76ª edição da Regata Santos-Rio tem início com Torben Grael buscando seu nono título na prova mais tradicional do Brasil

A prova de vela oceânica, que começou em 1950, reúne velejadores renomados e é organizada pela ABVO em parceria com clubes de vela - Imagem: Divulgação / ics_oficial
A prova de vela oceânica, que começou em 1950, reúne velejadores renomados e é organizada pela ABVO em parceria com clubes de vela - Imagem: Divulgação / ics_oficial

Redação Publicado em 23/10/2026, às 09h01


As águas da Baía de Santos tornaram-se mais uma vez o cenário de largada para a prova de vela oceânica mais tradicional do país. Nesta quinta-feira (22), teve início a 76ª edição da histórica Regata Santos-Rio, competição realizada anualmente desde 1950. O grande destaque do evento esportivo é a presença do multimedalhista olímpico Torben Grael, que assume o leme do veleiro Magia IV com um objetivo claro: a busca pelo seu nono título geral. Maior vencedor da história do torneio, o experiente velejador acumula oito vitórias desde 1990, tendo erguido seu troféu mais recente em 2024, pela cobiçada categoria ORC.

O desafiador trajeto marítimo parte do litoral paulista, contorna a região de Ilhabela e tem como linha de chegada as águas da Ilha Rasa, no Rio de Janeiro. A disputa, organizada pela Associação Brasileira de Veleiros de Oceano (ABVO) em parceria estratégica com o Iate Clube de Santos (ICS) e o Iate Clube do Rio de Janeiro (ICRJ), é dividida em quatro classes principais que largam simultaneamente, mas possuem exigências técnicas específicas. A flotilha é distribuída entre as classes ORC (subdividida em Performance e Cruiser Racer), BRA-RGS (categorias A e B), RGS Clássicos (restrita a embarcações com projetos arquitetônicos datados até 1979) e RGS Cruiser, sendo esta última a única com regras próprias de fórmula e uma rota adaptada pelo regulamento.

A expectativa para a regata deste ano é manter o alto nível de competitividade registrado na edição comemorativa de 75 anos, realizada em 2025. Na ocasião, a prova reuniu 24 veleiros e coroou a equipe da embarcação Phytoervas, comandada por Marcello Bellotti, do Yacht Club de Santo Amaro (YCSA), como a grande vencedora da classe ORC, concluindo a longa travessia em exatas 39 horas, 57 minutos e 49 segundos. O pódio do ano anterior foi completado pelo veleiro santista Rudá, de Mário Martinez (Clube Internacional de Regatas), na segunda colocação, e pelo barco carioca Dona Bola, sob o comando de Ricardo Tramujas (ICRJ), garantindo o terceiro lugar.