Videogame havia sido comprado pela esposa como presente; consumidor recebeu reembolso da Amazon, mas decidiu manter ação judicial por danos morais

Redação Publicado em 21/08/2026, às 15h32
Um morador de Praia Grande recebeu fraldas em vez de um PlayStation 5 comprado por R$ 4 mil, levando-o a registrar uma ação judicial por danos morais após a Amazon realizar o reembolso.
O consumidor enfrentou dificuldades durante o processo de devolução, incluindo um código incorreto, e a empresa inicialmente negou o reembolso alegando que o item devolvido não correspondia ao comprado.
Apesar de ter recebido o reembolso, o morador decidiu prosseguir com a ação judicial, citando o tempo perdido e as dificuldades enfrentadas, enquanto especialistas recomendam cuidados na compra online para evitar problemas semelhantes.
Um morador de Praia Grande, no litoral de São Paulo, recebeu um pacote de fraldas no lugar de um PlayStation 5 comprado por R$ 4 mil pela esposa. O videogame havia sido adquirido em 13 de julho pelo site da Amazon, por meio da loja oficial da PlayStation, e foi entregue dez dias depois. Derek Cardoso dos Santos, de 29 anos, registrou em vídeo a abertura da encomenda após desconfiar do peso da caixa. A Amazon posteriormente realizou o reembolso, mas o consumidor decidiu manter uma ação judicial por danos morais.
Segundo Derek, o console seria um presente da esposa e a compra foi feita porque ele pretendia voltar a jogar videogame. Ao receber a encomenda, porém, percebeu que a embalagem parecia mais leve do que o esperado.
Diante da suspeita, ele decidiu filmar a abertura da caixa. As imagens registraram o momento em que encontrou um pacote de fraldas no interior da embalagem em vez do PlayStation 5. O consumidor relatou que a precaução de gravar a abertura foi motivada por casos anteriores de pessoas que afirmaram ter recebido produtos diferentes daqueles comprados pela internet.
O PlayStation 5 custou aproximadamente R$ 4 mil e, segundo o consumidor, aparecia na plataforma como um produto comercializado pela loja oficial da PlayStation e com entrega realizada pela Amazon.
Derek afirmou ter entrado em contato com a empresa no mesmo dia em que recebeu a encomenda. A orientação inicial foi para que o produto entregue fosse devolvido. O morador relatou ainda que enfrentou dificuldades durante o processo de postagem da mercadoria. Segundo ele, o primeiro código fornecido para a devolução estava incorreto, situação que o teria levado a perder um dia de trabalho. Após a devolução das fraldas, o consumidor aguardou a análise da empresa sobre o caso.
De acordo com Derek, a Amazon inicialmente informou que teria um prazo de até 30 dias para verificar o ocorrido e avaliar o pedido de reembolso. Durante esse período, ele também procurou plataformas de atendimento ao consumidor, como Reclame Aqui e consumidor.gov.br, na tentativa de solucionar a situação.
Em 30 de julho, ainda segundo o relato do comprador, a empresa comunicou que o valor não seria devolvido porque o item encaminhado na devolução não correspondia ao produto originalmente comprado. Derek contestou a justificativa, afirmando que devolveu exatamente o pacote de fraldas que havia recebido.
A situação levou a esposa dele, que é advogada, a ingressar com uma ação judicial contra a empresa. O pedido incluía a devolução dos R$ 4 mil pagos pelo videogame e uma indenização por danos morais.
O reembolso acabou sendo efetuado posteriormente. Derek contou que descobriu que o valor havia sido estornado ao consultar a fatura do cartão enquanto comprava outro videogame presencialmente, no período do Dia dos Pais.
Em nota, a Amazon confirmou que o reembolso foi emitido após o contato com o cliente. A empresa afirmou ainda que a situação relatada não corresponde à experiência que pretende oferecer aos consumidores.
Apesar de ter recuperado o dinheiro da compra, Derek afirmou que pretende continuar com a ação judicial. O consumidor sustenta que o problema ultrapassou a questão financeira devido ao tempo gasto com atendimentos, à dificuldade enfrentada para realizar a devolução e ao período em que aguardou uma solução.
Casos envolvendo consumidores que recebem produtos diferentes daqueles adquiridos pela internet têm sido registrados em outras ocasiões na Baixada Santista. Em episódios recentes, compradores relataram ter recebido itens de supermercado e produtos de limpeza no lugar de eletrônicos.
Em situações desse tipo, especialistas em relações de consumo recomendam preservar a embalagem, registrar imagens da encomenda e da abertura do pacote, guardar notas fiscais, comprovantes de pagamento e protocolos de atendimento. Esses documentos podem auxiliar na contestação da compra junto à empresa e, caso seja necessário, em uma eventual ação judicial.
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