Decisão marcada para 28 de maio pode impactar os cofres do clube no meio da temporada

Gabriella Souza Publicado em 08/05/2026, às 13h31
O Santos Futebol Clube já tem data marcada para resolver um de seus maiores imbrógrios jurídicos recentes fora das quatro linhas. A Corte Arbitral do Esporte (CAS) agendou para o próximo dia 28 de maio a audiência decisiva do processo movido pelo técnico português Pedro Caixinha e os integrantes de sua comissão técnica. O grupo cobra uma dívida milionária referente à rescisão contratual ocorrida no início do ano passado, quando o treinador deixou o comando do Peixe após uma passagem curta e turbulenta.
Caixinha, que comandou o time da Vila Belmiro entre janeiro e abril de 2025, exige, junto ao seu estafe, o pagamento de aproximadamente R$ 15 milhões. A disputa ganhou contornos internacionais quando o treinador recorreu à Fifa e saiu vitorioso em primeira instância. Na ocasião, a entidade máxima do futebol mundial determinou que o Santos pagasse R$ 13 milhões. O clube santista, no entanto, não concordou com os termos e decidiu levar o caso para a última instância na Suíça, buscando reverter ou amenizar o impacto financeiro da decisão.
Impasse financeiro e bastidores
Antes do caso chegar ao tribunal internacional, a diretoria do Santos tentou buscar uma saída amigável, propondo o parcelamento do montante devido. Contudo, a equipe jurídica do treinador português bateu o pé e exigiu que o pagamento fosse realizado de forma integral e à vista, o que travou qualquer possibilidade de acordo doméstico. Além de Pedro Caixinha, o processo envolve os auxiliares Pedro Malta, José Prata e José Belman, que também tiveram seus pedidos julgados procedentes pela Fifa antes do recurso santista ao CAS.
A passagem de Pedro Caixinha pelo Alvinegro Praiano foi marcada por números modestos e muita pressão externa. Ao todo, foram apenas 16 jogos oficiais, com um aproveitamento de seis vitórias, três empates e sete derrotas. Agora, enquanto o time foca nos desafios do Campeonato Brasileiro e planeja mandar jogos em grandes arenas como o estádio do Corinthians, a diretoria precisa lidar com essa "sombra" financeira que pode comprometer o planejamento orçamentário da temporada, caso a decisão do tribunal internacional seja desfavorável ao clube.
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