Holandês vê erro estrutural nas novas regras de 2026 e afirma que diálogo com a FIA ainda é insuficiente para salvar a essência do esporte

Gabriella Souza Publicado em 17/04/2026, às 09h02
O futuro de Max Verstappen na Fórmula 1 segue cercado de desabafos. Durante um evento no Teatro Amsterdã, na Holanda, o tetracampeão mundial reforçou seu descontentamento com o novo regulamento da categoria, que entra em vigor em 2026. O piloto de 28 anos, que cogita deixar o grid ao fim desta temporada, criticou a direção técnica que o esporte tomou, focada excessivamente no sistema híbrido.
A principal reclamação de Verstappen é a dependência do gerenciamento de bateria. Com os novos motores V6 (metade elétricos e metade à combustão), os carros enfrentam dificuldades para coletar energia, resultando no fenômeno do superclipping, onde o carro perde velocidade no fim das retas para recarregar.
Críticas aos fundamentos
Verstappen reconheceu que a F1 e a FIA estão abertas ao diálogo, mas acredita que os problemas são estruturais. Para o holandês, a solução ideal seria um retorno às origens mecânicas da categoria.
O piloto defende que a categoria deveria retornar aos motores V8 ou V10, deixando de lado a complexidade híbrida atual. Mesmo com contrato até 2028 com a Red Bull, Max deixou claro que sua permanência depende da qualidade do esporte: “Mesmo se eu sair em alguns anos, eu quero que esse permaneça um esporte decente”.
Adeus a Lambiase
Além das questões técnicas, Verstappen comentou a saída de seu fiel engenheiro de pista, Gianpiero Lambiase, que assinou com a McLaren para 2028. Lambiase se junta a nomes como Christian Horner, Adrian Newey e Helmut Marko, que também deixaram a equipe austríaca recentemente.
Verstappen revelou que deu seu "aval" para a transferência, priorizando a amizade e o futuro financeiro do engenheiro.
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