Moradores relatam agressões durante atendimento de ocorrência e tentaram intervir; vítima chegou a perder a consciência

Redação Publicado em 21/03/2026, às 15h36
Uma intervenção da Polícia Militar em São Vicente, que visava conter uma mulher em surto psicótico, resultou em denúncias de violência e uma investigação sobre a conduta dos agentes envolvidos.
Moradores esperavam uma abordagem segura, mas relataram que a mulher foi agredida durante a ação, levando a ferimentos que exigiram atendimento médico.
A Secretaria de Segurança Pública está apurando o caso e enfatizou que não tolera desvios de comportamento, enquanto o episódio suscita discussões sobre os protocolos de atuação policial em crises psicológicas.
Uma intervenção da Polícia Militar em um prédio residencial no Centro de São Vicente terminou em denúncias de violência e abriu investigação sobre possível excesso na conduta dos agentes. O caso ocorreu na madrugada de quinta-feira (19), após moradores acionarem a corporação para atender uma mulher em aparente surto psicótico.
Segundo relatos de testemunhas, a expectativa dos moradores era de que a equipe realizasse a contenção da mulher de forma segura. No entanto, a abordagem adotada pelos policiais causou indignação entre os presentes.
De acordo com um morador que presenciou a cena, a mulher foi inicialmente contida por funcionários do prédio até a chegada da PM. Após a intervenção dos agentes, ela teria sido levada até a área da garagem, onde parte da ação ocorreu fora do campo de visão da maioria das pessoas.
Ainda conforme o relato, ao tentar se desvencilhar da abordagem, a mulher teria reagido, momento em que um dos policiais a atingiu com um golpe, fazendo com que ela caísse desacordada. Em seguida, já no chão, a vítima foi atingida com um chute no rosto, conforme mostram imagens registradas por moradores.
O episódio gerou tensão no local. Testemunhas afirmam que moradores tentaram impedir as agressões, mas foram contidos pelo policial envolvido, que teria mantido as pessoas afastadas.
A vítima foi socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhada ao pronto-socorro com ferimentos na cabeça. Posteriormente, recebeu alta médica e segue em recuperação.
Em nota, a Secretaria de Segurança Pública informou que a conduta dos policiais está sendo apurada. A pasta destacou que não tolera desvios de comportamento por parte dos agentes e que eventuais irregularidades serão punidas conforme a legislação.
O caso levanta debate sobre os protocolos de atuação policial em situações que envolvem pessoas em crise psicológica, especialmente quanto ao uso proporcional da força e à necessidade de preparo específico para esse tipo de ocorrência.
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