Coleta de lixo

Coletores suspendem paralisação e retomam limpeza urbana, mesmo após rejeição de proposta

Categoria volta às atividades na Baixada Santista, mas mantém críticas à falta de clareza nos pagamentos do PPR

Após dias de paralisação, coletores retomam serviços e trabalham para reduzir acúmulo de lixo nas cidades da Baixada Santista - Imagem: Yasmin Braga / G1
Após dias de paralisação, coletores retomam serviços e trabalham para reduzir acúmulo de lixo nas cidades da Baixada Santista - Imagem: Yasmin Braga / G1

Redação Publicado em 21/03/2026, às 16h05


Os serviços de coleta de lixo foram normalizados na Baixada Santista após os trabalhadores suspenderem a greve, que começou no dia 16, apesar de rejeitarem a proposta das empresas, resultando em acúmulo de resíduos em várias cidades.

A principal demanda dos coletores é relacionada ao Programa de Participação nos Resultados (PPR), com o sindicato alegando que as ofertas estão abaixo do ano anterior e questionando a transparência nos critérios de cálculo.

Uma audiência no Tribunal Regional do Trabalho tentou mediar a situação, mas a proposta de 50% do PPR foi aceita pelas empresas e rejeitada pelos trabalhadores; uma nova audiência está agendada para a próxima semana para discutir o impasse.

Os serviços de coleta de lixo foram normalizados neste sábado (21) em cidades da Baixada Santista após os trabalhadores decidirem suspender a greve iniciada no último dia 16. A retomada ocorreu mesmo após a categoria rejeitar, em assembleia, a proposta apresentada pelas empresas responsáveis pelo serviço.

A paralisação afetou municípios como Santos, Praia Grande, São Vicente, Guarujá, Cubatão e Bertioga, gerando acúmulo de resíduos em diversas regiões ao longo da semana. Durante o movimento, os serviços chegaram a operar com efetivo reduzido.

A principal reivindicação dos coletores está relacionada ao Programa de Participação nos Resultados (PPR). Segundo o sindicato da categoria, os valores propostos pelas empresas estão abaixo do que foi pago no ano anterior, além de haver questionamentos sobre a transparência nos critérios utilizados para o cálculo.

Na tentativa de encerrar o impasse, uma audiência foi realizada no Tribunal Regional do Trabalho de Santos, reunindo representantes das empresas e dos trabalhadores. Inicialmente, foi sugerido o pagamento de 20% do PPR, percentual posteriormente elevado para 50% por mediação do tribunal — proposta aceita pelas empresas, mas rejeitada pela categoria.

Mesmo diante da insatisfação, os trabalhadores optaram por retomar integralmente as atividades, visando evitar maiores impactos à população. Ainda assim, o impasse permanece e deve ser discutido em nova audiência marcada para a próxima semana.

Caso não haja acordo entre as partes, a Justiça do Trabalho poderá determinar a realização de uma perícia contábil para apurar os valores devidos, com base em critérios técnicos.

Enquanto isso, equipes de limpeza atuam para regularizar a situação nas ruas, que ainda apresentam pontos com grande volume de lixo acumulado após dias de coleta irregular.