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Drone de R$ 150 mil reforça o combate ao mosquito da dengue em Santos

Santos registra 144 casos de dengue em 2026 e intensifica ações com o uso de tecnologia inovadora

Equipamento moderno ajuda a alcançar locais de difícil acesso na luta contra a dengue em Santos - Foto: Prefeitura de Santos
Equipamento moderno ajuda a alcançar locais de difícil acesso na luta contra a dengue em Santos - Foto: Prefeitura de Santos

Redação Publicado em 20/03/2026, às 08h15


A prefeitura de Santos resolveu colocar a tecnologia para trabalhar pesado contra a dengue. Nesta terça-feira (17), as equipes de saúde usaram, pela primeira vez, um drone moderno que consegue espalhar veneno em lugares onde os agentes não alcançam a pé. A estreia do equipamento aconteceu no Cemitério do Paquetá e também no telhado de uma casa abandonada que estava cheia de água parada, no mesmo bairro.

Como funciona o novo "caçador" de mosquitos

O aparelho não é um brinquedinho qualquer: ele custou cerca de R$ 150 mil e tem câmeras de alta qualidade para encontrar qualquer potinho com água. Além de filmar, ele carrega um tanque de 10 litros e consegue jogar o produto que mata as larvas ou os mosquitos na hora. O drone pesa 25 quilos e a bateria dura entre 10 e 15 minutos, tempo suficiente para dar um "banho" de inseticida em locais perigosos.

Segundo o secretário de Saúde, Fábio Lopez, essa novidade vai facilitar muito a vida dos agentes. O foco principal são terrenos baldios, ferros-velhos e telhados de prédios onde ninguém mora mais. Com o drone, não é preciso pedir autorização para entrar ou subir em escadas perigosas; o equipamento faz tudo do alto e de forma bem rápida.

Ajuda dos moradores ainda é necessária

Mesmo com toda essa modernidade, a prefeitura avisa que o drone sozinho não faz milagre. É fundamental que cada morador tire pelo menos 10 minutinhos por semana para dar uma geral em casa ou no trabalho. O recado é simples: tampar caixas d'água, limpar calhas e cuidar dos ralos, que são os esconderijos favoritos do mosquito.

Números da doença e vacinação

O combate precisa ser constante, já que em 2026 Santos já confirmou 144 casos de dengue e oito de chikungunya. Nos mutirões feitos até agora, os agentes acharam quase 600 focos de larvas, mas muita gente ainda não deixa os profissionais entrarem nas casas para vistoria, foram mais de 600 recusas registradas.

Para quem quer se proteger, a vacina contra a dengue continua disponível para a garotada de 10 a 14 anos nas policlínicas, das 9h às 16h. São duas doses, com intervalo de três meses entre elas. Já os profissionais da área da saúde estão recebendo uma vacina nova, enviada pelo Ministério da Saúde, para garantir que quem cuida da gente também esteja seguro.