Mãe de Henry contesta versão oficial e questiona a atuação da perícia no caso das mortes dos primos

Redação Publicado em 26/03/2026, às 08h33
A dor da perda deu lugar à indignação nas ruas de Praia Grande nesta quarta-feira (25). Familiares, vizinhos e amigos dos primos Henry Miguel Coelho Santana, de 4 anos, e Pedro Henrique Araujo Santana, de 6, realizaram um forte ato público para cobrar transparência nas investigações sobre a morte das crianças. O grupo, vestido com camisetas personalizadas e carregando balões brancos, saiu do bairro Vila Sônia em direção à Central de Polícia Judiciária (CPJ), na Vila Tupi, gritando por justiça.
A principal divergência entre a família e as autoridades reside na causa da morte. Até o momento, a linha de investigação trabalha com a hipótese de que os meninos entraram sozinhos no carro e morreram por asfixia e desidratação.
No entanto, Ingrid Coelho Faria, mãe de Henry, contesta veementemente essa versão. Segundo ela, o estado físico em que os meninos foram encontrados, com relatos de hematomas e sangramento, não condiz com uma morte acidental por calor.
Questionamentos
Outro ponto de conflito destacado pela família é a varredura feita no dia do desaparecimento. Ingrid afirma que os próprios moradores e familiares vasculharam o carro e as áreas de mato próximas diversas vezes durante as buscas e que, naquela ocasião, o veículo estava vazio. Para os parentes, é impossível que as crianças estivessem ali o tempo todo sem serem notadas pela comunidade que se mobilizou intensamente.
A atuação da perícia no local onde os corpos foram achados também foi alvo de críticas. A mãe de Henry questiona por que o isolamento da área foi restrito apenas ao entorno imediato do carro, sem uma busca mais profunda em trilhas e passagens no matagal que pudessem indicar se alguém levou os meninos até ali. "Eles não foram caminhando no mato para ver onde dava, de onde saía", desabafou Ingrid após prestar depoimento.
O mistério das câmeras de segurança A condução das provas digitais também ampliou a desconfiança dos familiares. Ingrid relatou que chegou a reconhecer os trejeitos do filho em imagens apresentadas inicialmente pela polícia, mas que, posteriormente, os investigadores descartaram os vídeos, alegando que as crianças registradas eram outras e já haviam sido localizadas com seus pais. A família agora exige acesso a outras imagens da vizinhança para entender o real trajeto dos primos.
Enquanto a Secretaria de Segurança Pública (SSP) reforça que o caso foi registrado como homicídio e que as diligências continuam, a comunidade de Praia Grande vive dias de medo e vigília. O prazo para a conclusão dos laudos periciais é de 30 dias, mas a família garante que não aceitará um desfecho que aponte para fatalidade sem que todas as evidências de agressão sejam devidamente explicadas. "Não adianta querer jogar areia nas nossas vistas", afirmou a mãe, prometendo manter a mobilização até que a verdade apareça.
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