O navio oceanográfico Professor W. Besnard afundou parcialmente no Porto de Santos, chamando a atenção de curiosos e moradores da região.

Otávio Alonso Publicado em 14/03/2026, às 00h02
O navio oceanográfico Professor W. Besnard afundou parcialmente no porto de Santos, após anos de abandono e deterioração, sem registro de feridos ou impactos nas operações portuárias. O incidente atraiu a atenção de curiosos e repercutiu entre os frequentadores da área revitalizada do porto.
O navio oceanográfico Professor W. Besnard afundou parcialmente na noite desta sexta-feira (13) no Parque Valongo, no porto de Santos. A embarcação histórica estava atracada no local quando começou a submergir no início da noite, chamando a atenção de pessoas que circulavam pela área portuária. O incidente ocorreu após anos de abandono e deterioração do casco, afetado pela ferrugem e pela falta de manutenção. Até o momento, não há registro de feridos nem confirmação de impactos nas operações do porto.
Testemunhas que estavam na região observaram o momento em que parte da estrutura do navio começou a ceder e a embarcação passou a afundar lentamente. O caso mobilizou curiosos e rapidamente repercutiu entre moradores e frequentadores da área revitalizada do porto.
A embarcação permanecia há anos parada no local sem definição sobre seu destino. Ao longo desse período, foram discutidas alternativas como projetos de restauração, doação ou reaproveitamento do navio, mas nenhuma das propostas avançou de forma concreta.
Construído na Noruega e entregue ao Brasil em 1967, o Professor W. Besnard teve papel central no desenvolvimento da pesquisa oceanográfica no país. Durante cerca de quatro décadas, o navio foi utilizado em missões científicas do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo.
A embarcação recebeu o nome do cientista Wladimir Besnard, um dos responsáveis pela criação do antigo Instituto Paulista de Oceanografia, que posteriormente foi incorporado à USP.
Ao longo de sua trajetória, o navio participou de mais de 150 expedições científicas. Durante essas missões, pesquisadores coletaram aproximadamente 50 mil amostras de organismos marinhos, contribuindo para estudos sobre biodiversidade e ecossistemas oceânicos.
Entre os marcos históricos da embarcação está a participação na primeira expedição brasileira à Antártida, realizada na década de 1980, considerada um momento importante para a presença científica do Brasil no continente.
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