A ação simultânea em São Paulo, Ribeirão Preto e Guarujá visa desmantelar uma rede criminosa que aterroriza a população

Gabriel Nubile Publicado em 19/12/2025, às 08h12
O sequestro de um empresário no começo do mês foi o "fio da meada" para que a Polícia Civil montasse um quebra-cabeça e fosse às ruas nesta sexta-feira (19). O objetivo da ação é desmantelar um grupo criminoso perigoso, especializado em pegar vítimas, mantê-las presas e realizar roubos. A ofensiva acontece de forma simultânea em três frentes: na capital paulista, em Ribeirão Preto (interior) e também na Baixada Santista, especificamente em Guarujá.
A operação, que ganhou o nome de "Rastro Final", mobilizou uma força-tarefa de peso. Cerca de 75 agentes de departamentos de elite, como o Grupo de Operações Especiais (GOE) e o Deic, saíram cedo para cumprir ordens judiciais. Ao todo, a Justiça expediu seis mandados de prisão temporária e outros nove de busca e apreensão. O trabalho policial já deu resultado rápido: até o fechamento desta matéria, cinco suspeitos já haviam sido detidos e levados para a delegacia, embora seus nomes ainda não tenham sido revelados.
Momentos de terror no interior
Toda essa investigação começou após o drama vivido por Ronan Franco Muniz, um empresário de 44 anos que trabalha com investimentos. No dia 9 de dezembro, ele viveu cenas de filme ao estacionar seu veículo em um bairro nobre da zona Sul de Ribeirão Preto. Câmeras de segurança da rua gravaram tudo e ajudaram a polícia a entender a dinâmica do crime.
Nas imagens, é possível ver o momento em que Ronan é cercado. Uma caminhonete para bruscamente na frente do carro dele, bloqueando a passagem, enquanto outra fecha a retaguarda. Quatro homens desceram, renderam a vítima e a levaram embora. Uma vizinha percebeu a movimentação estranha e avisou a síndica do prédio, que chamou o socorro, dando início às buscas.
Durante dois dias, o empresário ficou desaparecido. As caminhonetes usadas no crime foram achadas depois, abandonadas na zona rural de cidades vizinhas. A polícia conseguiu rastrear o local usado como esconderijo: uma chácara afastada.
Curiosamente, no momento em que os investigadores cercavam o local do cativeiro, no dia 11, o advogado da vítima entrou em contato avisando que Ronan tinha acabado de ser solto. Segundo o delegado Fernando Bravo, responsável pelo caso, o empresário foi encontrado muito abalado psicologicamente devido às ameaças e violência que sofreu, mas, felizmente, sem ferimentos físicos graves.
Um detalhe que chamou a atenção das autoridades é que, durante o tempo em que ele ficou em poder dos bandidos, a quadrilha não entrou em contato com a família para pedir dinheiro. Por isso, a polícia, por enquanto, não está tratando o caso como extorsão mediante sequestro. As investigações continuam para prender o restante do bando e entender se há mais envolvidos nesse esquema que ligava o litoral ao interior.
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