Internado há uma semana em Brasília, ex-presidente apresenta crises de soluços e episódios frequentes de apneia do sono, segundo documento médico apresentado pela defesa.

Ana Beatriz Publicado em 29/12/2025, às 13h34
Um laudo médico apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), aponta que Bolsonaro parou de respirar 514 vezes durante uma única noite, enquanto dormia. As informações foram divulgadas pela revista Veja.
De acordo com o documento, o ex-presidente registrou 470 episódios de apneia do sono, com interrupções respiratórias que variaram entre dez e 25 segundos. Bolsonaro está preso na sede da Polícia Federal, em Brasília, e enfrenta dificuldades para dormir desde o início do período de detenção, marcado por crises recorrentes de soluços e distúrbios respiratórios.
Bolsonaro foi internado na última quarta-feira (24) para a realização de uma hernioplastia inguinal bilateral, procedimento cirúrgico para correção de hérnia. No sábado (27), a equipe médica realizou um bloqueio anestésico do nervo frênico direito, na tentativa de conter os soluços persistentes.
Apesar da intervenção, o ex-presidente voltou a apresentar uma nova crise de soluços, que teria durado cerca de 12 horas. Segundo os médicos, Bolsonaro deverá ser submetido a um bloqueio do nervo esquerdo do diafragma nesta segunda-feira (29). A expectativa é de que ele receba alta hospitalar na quinta-feira (1º), caso não haja intercorrências.
O que é apneia do sono
A apneia do sono é um distúrbio caracterizado por interrupções repetidas da respiração durante o sono, provocadas pelo relaxamento excessivo dos músculos da garganta ou por falhas no controle respiratório pelo cérebro.
Essas pausas reduzem a oxigenação do sangue e fragmentam o sono, podendo causar ronco intenso, sonolência diurna, cansaço, dificuldade de concentração e aumentar o risco de hipertensão, infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e arritmias cardíacas.
Entre os principais fatores de risco estão excesso de peso, aumento da circunferência do pescoço, idade avançada, hipertensão arterial e histórico familiar. O tratamento varia conforme a gravidade e pode incluir mudanças no estilo de vida, uso de CPAP, dispositivos orais ou procedimentos cirúrgicos para correção de obstruções anatômicas.
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