Dados da prefeitura indicam que grande parte chegou recentemente ao município; ações incluem acolhimento, saúde e retorno às cidades de origem

Redação Publicado em 20/03/2026, às 17h41
Levantamento da Prefeitura de Praia Grande revela que a maioria das 506 pessoas em situação de rua atendidas no início de 2026 não é natural do município, com apenas 27 originárias da cidade, o que indica um fluxo significativo de migrantes em busca de melhores condições.
Mais da metade das pessoas abordadas chegou recentemente, com relatos de permanência inferior a um mês, destacando a predominância de indivíduos vindos da capital paulista e de outros estados, o que agrava a situação local.
Em resposta ao aumento da demanda, a administração intensificou as ações de abordagem social, oferecendo acolhimento e serviços de saúde, enquanto enfrenta desafios como a recusa de acolhimento devido a regras dos abrigos e uso de substâncias, além de buscar integrar políticas públicas com suporte à população vulnerável.
Um levantamento realizado pela Prefeitura de Praia Grande aponta que a maior parte das pessoas em situação de rua atendidas no início de 2026 não é natural do município. De acordo com os dados, das 506 pessoas abordadas pelas equipes sociais entre janeiro e fevereiro, apenas 27 declararam ter origem na própria cidade.
As informações indicam ainda que mais da metade desse público chegou recentemente ao município, com relatos de permanência inferior a um mês. Entre os demais, há predominância de pessoas vindas da capital paulista, de cidades da região e também de outros estados.
Diante do aumento na demanda, a administração municipal intensificou as ações de abordagem social, que incluem oferta de acolhimento em abrigos, encaminhamento para serviços de saúde, contato com familiares e disponibilização de passagens para retorno à cidade de origem.
As equipes atuam diariamente em diferentes pontos da cidade, em uma força-tarefa que reúne setores como assistência social, saúde, segurança pública e serviços urbanos. O objetivo é oferecer suporte imediato e, ao mesmo tempo, estruturar políticas públicas com base no perfil identificado.
Segundo a prefeitura, um dos principais desafios enfrentados é a recusa de parte das pessoas em aceitar acolhimento. Entre os fatores apontados estão as regras dos abrigos, além do uso de álcool e outras substâncias, o que dificulta a adesão aos serviços oferecidos.
Moradores e comerciantes também relatam impactos no cotidiano, especialmente relacionados à ocupação de espaços públicos e à limpeza urbana. Apesar disso, há reconhecimento das ações em andamento por parte do poder público.
Como parte da estratégia, o município orienta a população a direcionar pessoas em situação de vulnerabilidade para os equipamentos de atendimento disponíveis, como o Centro POP e unidades de acolhimento, que funcionam durante a semana com suporte especializado.
A administração municipal afirma que seguirá ampliando as abordagens com foco em ações humanizadas e integradas, buscando equilibrar o atendimento social com a organização dos espaços públicos.
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