Falecimento

Morre aos 87 anos Coronel Nunes, ex-presidente da CBF e dirigente histórico do futebol paraense

Ex-presidente interino da CBF e ex-comandante da Federação Paraense faleceu aos 87 anos; sepultamento ocorre nesta segunda-feira (14)

Foto: Reprodução/ CBF
Foto: Reprodução/ CBF

Redação Publicado em 14/09/2026, às 08h57


O futebol brasileiro amanheceu de luto com a confirmação da morte de Antônio Carlos Nunes de Lima, amplamente conhecido como Coronel Nunes. Ele faleceu neste domingo (13), aos 87 anos, na cidade de Belém, no Pará. Figura marcante nos bastidores do esporte nacional, ele administrou a Federação Paraense de Futebol (FPF) por aproximadamente vinte anos e chegou a ocupar a presidência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) em períodos de transição.

Conforme as informações divulgadas pela entidade máxima do futebol nacional, as homenagens de despedida começaram na tarde de domingo no memorial Max Domini, situado na capital paraense. O sepultamento foi programado para acontecer nesta segunda-feira (14), às 11h (horário de Brasília), no cemitério Recanto da Saudade, também em Belém.

O atual presidente da CBF, Samir Xaud, manifestou solidariedade aos entes queridos e ressaltou a relevância do dirigente para o esporte. “A CBF lamenta o falecimento do coronel Nunes, com uma história pautada pelo fortalecimento do futebol no seu Estado, Pará, e no Brasil. Neste momento de profunda dor e tristeza, manifestamos nossos sentimentos aos seus familiares e amigos”, declarou.

Trajetória no Pará e passagens pela CBF

Além de sua forte influência na federação estadual, Coronel Nunes teve uma ligação histórica muito forte com o Paysandu Sport Club, que também publicou notas oficiais de pesar enaltecendo seu legado. Sua história junto ao clube bicolor começou na década de 1980 como conselheiro, passando a atuar como diretor de futebol em 1991, justamente no ano em que o time conquistou o seu primeiro título nacional da Série B. Posteriormente, ele presidiu o Conselho Deliberativo e integrou o seleto grupo de conselheiros natos da instituição.

No cenário nacional, o dirigente ganhou projeção ao assumir a cadeira presidencial da CBF em duas oportunidades distintas, exercendo o cargo de maneira interina entre os anos de 2016 e 2021, período marcado por profundas turbulências políticas na administração do futebol brasileiro.