Caso Ruy Ferraz

MP denuncia mais quatro suspeitos por execução de ex-delegado no litoral de SP

Nova etapa do caso envolvendo Ruy Ferraz Fontes amplia número de acusados; crime teria ligação com o Primeiro Comando da Capital

Ruy Ferraz Fontes foi assassinado em Praia Grande em setembro de 2025; investigações apontam envolvimento de organização criminosa no planejamento do crime - Imagem: WERTHER SANTANA/ESTADÃO CONTEÚDO e Reprodução
Ruy Ferraz Fontes foi assassinado em Praia Grande em setembro de 2025; investigações apontam envolvimento de organização criminosa no planejamento do crime - Imagem: WERTHER SANTANA/ESTADÃO CONTEÚDO e Reprodução

Redação Publicado em 19/03/2026, às 16h21


O Ministério Público de São Paulo denunciou quatro novos suspeitos pelo assassinato do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes, ocorrido em setembro de 2025, com a Justiça determinando a prisão preventiva dos envolvidos, sendo que um deles ainda está foragido.

As investigações do Gaeco revelam que os denunciados participaram do planejamento e execução do crime, que foi supostamente ordenado por membros do Primeiro Comando da Capital em retaliação ao trabalho de Fontes contra a facção.

Com a nova denúncia, o total de acusados chega a doze, e as investigações seguem em andamento para esclarecer todos os detalhes do homicídio e identificar todos os responsáveis pelo crime.

O Ministério Público de São Paulo denunciou, nesta quinta-feira (19), mais quatro pessoas suspeitas de envolvimento no assassinato do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes, morto em setembro de 2025 em Praia Grande.

Os novos denunciados são Fernando Alberto Ribeiro Teixeira, Manoel Alberto Ribeiro Teixeira, Márcio Serapião de Oliveira e Robson Roque Silva de Sousa. A Justiça determinou a prisão preventiva dos quatro. Três deles já foram detidos ao longo das investigações, enquanto Robson segue foragido.

De acordo com a apuração conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), os investigados teriam atuado em diferentes frentes, incluindo planejamento, logística e suporte à execução do crime.

As investigações apontam que o homicídio teria sido ordenado por integrantes do alto escalão do Primeiro Comando da Capital, como forma de retaliação à atuação do ex-delegado no combate à facção.

Com a nova denúncia, sobe para doze o número de acusados no caso, já que outras oito pessoas haviam sido denunciadas anteriormente. Os investigadores indicam que o crime foi estruturado com divisão de tarefas, uso de imóveis de apoio e estratégias para garantir a fuga dos envolvidos.

As diligências continuam para esclarecer completamente a dinâmica do assassinato e identificar todos os responsáveis.

Com mais de quatro décadas de atuação na Polícia Civil de São Paulo, Ruy teve papel relevante no enfrentamento ao crime organizado, especialmente contra o PCC.