Com o tombamento, regras de construção ao redor da caixa d'água visam preservar a vista e a integridade da estrutura

Gabriel Nubile Publicado em 04/09/2025, às 08h28
Uma estrutura que faz parte da história e da paisagem de Santos finalmente recebeu um título importante, a caixa d'água do bairro Aparecida foi oficialmente reconhecida como patrimônio cultural da cidade. A decisão, tomada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural, mostra o valor histórico, arquitetônico e cultural da construção.
A caixa d'água foi construída em 1983 pela Companhia City. Ela tinha o objetivo de levar água para a população da zona leste, que na época estava começando a crescer e a ocupar a área. Com sua estrutura de concreto armado, a caixa se destaca na paisagem, com o reservatório alto apoiado em 12 pilares externos e uma torre central de acesso. Sua construção completou o sistema de água que vinha do Rio Pilões, em Cubatão, e se conectava a outro reservatório no Morro da Penha.
O que muda com o tombamento?
O título de patrimônio cultural é uma forma de reconhecer que a caixa d'água é um bem de toda a sociedade. A decisão garante a proteção e a preservação do local, além de ajudar a conseguir dinheiro para futuros projetos de restauração. A determinação do Condepasa foi proteger o reservatório por completo, o que significa que toda a sua estrutura, equipamentos originais, encanamentos, escadas e passarelas deverão ser mantidos.
Além disso, a decisão também impõe regras para as construções ao redor. O andar de baixo, que não é original e onde hoje funciona a policlínica do bairro, deve manter sua forma e o espaço na frente da caixa para não atrapalhar a vista da estrutura. Já a área que fica na Rua Comendador Alfaia Rodrigues, onde funciona a Vila Criativa Sênior, ganhou regras de construção mais flexíveis, mas com a exigência de que o novo projeto valorize a caixa d'água e que tenha áreas verdes para diminuir o impacto visual.
O estudo para o tombamento da caixa d'água é antigo: ele foi solicitado pela primeira vez em 2009, mas o processo só começou de fato no ano passado, com a decisão final sendo concluída agora em 2025. A medida garante que uma parte importante da história da cidade, que faz parte da memória de muitas pessoas, seja protegida para as próximas gerações.
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