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Passageiro é encontrado morto em ponto final de ônibus após dia de trabalho em São Vicente

Condutora acionou o Samu, mas reanimação não foi suficiente para salvar a vida do homem

A empresa lamentou a perda e ofereceu apoio psicológico aos familiares e colegas de trabalho - Foto: Gabriel Dias (Imagem Ilustrativa)
A empresa lamentou a perda e ofereceu apoio psicológico aos familiares e colegas de trabalho - Foto: Gabriel Dias (Imagem Ilustrativa)

Gabriella Souza Publicado em 08/01/2026, às 11h39


Uma situação muito triste aconteceu em um ônibus que circulava por São Vicente na manhã de quarta-feira (7). Ao chegar no ponto final da linha, no bairro Jóquei Clube, a motorista do veículo chamou um passageiro para descer, mas ele não respondeu. Ao chegar perto para ver o que estava acontecendo, ela percebeu que o homem estava desmaiado e não apresentava sinais de reação.

O passageiro era Paulo Euclides de Moraes, de 60 anos. Curiosamente, ele também ganhava a vida no volante, trabalhando como motorista para a Caravellas, uma empresa de transporte por fretamento. Paulo tinha acabado de encerrar o seu turno de trabalho e estava usando o ônibus municipal apenas para conseguir chegar em sua residência e descansar.

Quando a condutora percebeu que o homem não acordava, a profissional agiu rápido e chamou o Samu. Uma equipe de socorro foi enviada pela prefeitura de São Vicente e tentou fazer os procedimentos de reanimação diversas vezes, mas, infelizmente, o esforço não foi suficiente. A morte de Paulo foi confirmada ali mesmo, dentro do veículo.

O que dizem os médicos e a família

O registro policial sobre o caso indica que os médicos encontraram sinais de que Paulo possa ter sofrido um infarto. No entanto, os parentes do idoso ficaram espantados com a notícia, contando que ele não tinha problemas graves de saúde, sofrendo apenas com algumas dores na coluna. O corpo dele foi levado para exames mais detalhados para confirmar o que aconteceu, e a ocorrência foi anotada como morte por causas naturais.

A empresa Caravellas, onde Paulo trabalhava desde 2014, lamentou profundamente a perda. Ele cumpria uma jornada noturna, das 22h às 6h, e tinha retornado de suas férias há apenas seis dias. A companhia informou que enviou equipes de segurança do trabalho e uma psicóloga para dar todo o suporte necessário aos familiares nesse momento difícil.

Em nota, os representantes da empresa destacaram que Paulo foi um funcionário muito dedicado e profissional durante todos os anos em que esteve na equipe, deixando um sentimento de saudade em todos os colegas de profissão. A BR Mobilidade também se manifestou, confirmando que prestou socorro imediato assim que o problema foi detectado.