Notícias

"Pedras de contenção" viram abrigo para ratos em praia de Mongaguá

Prefeitura descarta uso de veneno próximo ao mar para evitar contaminação da água e busca alternativas para acabar com fontes de alimento na areia

Presença de roedores na praia levanta questões sobre higiene e infraestrutura na orla de Mongaguá - Foto: Reprodução/ Redes Sociais
Presença de roedores na praia levanta questões sobre higiene e infraestrutura na orla de Mongaguá - Foto: Reprodução/ Redes Sociais

Redação Publicado em 16/03/2026, às 09h29


Imagens impressionantes de uma "invasão" de ratos na areia da praia do Jardim Cascata, em Mongaguá, ganharam as redes sociais na última sexta-feira (13). Os vídeos mostram diversos roedores circulando livremente pela faixa de areia, bem próximos ao calçadão, o que gerou preocupação entre moradores e turistas que frequentam o trecho. Apesar de não haver uma data confirmada de quando os registros foram feitos, a situação acendeu um alerta sobre a higiene e a infraestrutura da orla na região.

Segundo a prefeitura, o problema está concentrado principalmente na Avenida Governador Mário Covas Júnior. A administração municipal explicou que o local possui condições "perfeitas" para a proliferação desses animais, atraídos pela facilidade de encontrar comida e lugares para se esconder. Quiosqueiros da região já vinham reclamando do aumento na presença dos bichos, que acabam afugentando os clientes e gerando medo de doenças.

Por que os ratos escolheram a praia?

A prefeitura explicou que os ratos são animais "sinantrópicos", ou seja, espécies que se adaptaram a viver perto dos seres humanos porque encontram o que precisam: água, comida e abrigo. No caso de Mongaguá, o grande vilão parece ser a estrutura de pedras instalada na orla em gestões passadas. Originalmente, essas pedras foram colocadas para segurar a força das ondas e proteger a mureta da calçada, mas acabaram virando o esconderijo ideal para os roedores.

Além das pedras, o resto de comida deixado por banhistas e o lixo acumulado servem como um banquete para os animais. A prefeitura destacou que usar veneno na areia não é a melhor ideia. Como o local fica muito perto do mar, o veneno poderia ser levado pela água, causando um desastre ambiental e matando outras espécies marinhas. Além disso, se houver muita comida sobrando, o rato acaba ignorando a isca envenenada.

Plano para resolver o problema

Para acabar com a infestação, a prefeitura informou que a solução definitiva não é apenas "caçar" os ratos, mas sim mudar a cara da praia. O controle mais eficiente agora depende de acabar com as fontes de alimento e, principalmente, com os abrigos. Por isso, já existe um projeto em fase de elaboração para remodelar a orla de Mongaguá.

A ideia é substituir as estruturas antigas por soluções mais modernas que não sirvam de "casa" para as pragas urbanas. Enquanto a reforma não sai do papel, o município reforça que a colaboração da população é fundamental: manter a praia limpa e não jogar restos de alimentos na areia ou entre as pedras é o primeiro passo para diminuir a presença dos animais. O setor de vigilância segue monitorando a área para planejar os próximos passos do combate à infestação.