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Preso por matar idoso em Santos chora e pede desculpas de joelhos em reconstituição do crime

Dezenas de pessoas acompanharam a reconstituição do crime no local e pediram por justiça

O idoso foi morto com uma voadora após atravessar a Rua Pirajá da Silva,, no bairro Aparecida - Imagem: Divulgação/ G1
O idoso foi morto com uma voadora após atravessar a Rua Pirajá da Silva,, no bairro Aparecida - Imagem: Divulgação/ G1

Redação Publicado em 14/06/2024, às 11h30


O idoso Cesar Fine Torresi sofreu traumatismo craniano e morreu após levar uma voadora de Tiago Gomes de Souza, que dirigia um carro e freou bruscamente no momento em que o idoso apoiou as mãos sobre o capô do veículo. O motorista saiu do automóvel e o chutou no peito.

O caso aconteceu na Rua Pirajá da Silva, no bairro Aparecida, em Santos, e nesta quinta-feira (13), aconteceu a reconstituição do crime.

O trabalho contou com a presença de Tiago, Eugênio Malavasi [advogado dele], um promotor do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e autoridades policiais. O filho da vítima, Bruno Cesar Fine Torresi, também participou. Foram três versões reproduzidas durante o procedimento, segundo informações do g1. Do autor do crime, do neto da vítima e de uma testemunha – um médico que auxiliou nos primeiros socorros de Cesar e viu apenas parte do ocorrido.

O suspeito alegou ter sofrido um ‘ataque de fúria’ diante da atitude da vítima em adverti-lo por ter avançado com o carro contra ela e o neto. Ele relatou à polícia que não teve a percepção se havia machucado ou não o idoso quando ‘avançou’ com o veículo.

“Ele [Tiago] nem estacionou o carro. Simplesmente desceu, deixou a chave ali e foi atrás do senhor. Ele diz que houve uma discussão. O neto diz que não”, citou a delegada Liliane Lopes Doretto, do 3º Distrito Policial da cidade.

Ela explica que a reconstituição serviu para ilustrar os fatos e esclarecer incoerências nos depoimentos. Porém, ela reforçou que o inquérito policial ainda não foi concluído. “Estou aguardando os laudos periciais. Acredito que ainda haverão mais testemunhas, e estou na esperança de haver alguma imagem”, explicou ela.

Segundo relato da delegada, Tiago disse à polícia sofrer de transtornos psicológicos. O homem alegou também que, embora faça tratamento com medicamentos, sofreu um ‘ataque de fúria’ na data dos fatos.

“Não conseguiu se controlar e por isso assim agiu. [Disse] que na hora se arrependeu e até fez manobras de ressuscitação na vítima”, explicou Liliane.