Volume registrado nas duas primeiras semanas já está muito acima da média de 139,9 mm; Baixada Santista liderou os acumulados de chuva no Estado nas últimas 12 horas

Redação Publicado em 14/09/2026, às 17h05
Santos registrou 400,99 milímetros de chuva nas duas primeiras semanas de setembro, quase três vezes a média histórica para o mês, resultando em alagamentos e problemas de trânsito na cidade, que permanece em estado de atenção devido a riscos de deslizamentos.
Nos últimos 72 horas, a cidade acumulou 132,39 milímetros de chuva, enquanto a Baixada Santista liderou os índices de precipitação em São Paulo, com Cubatão e Praia Grande entre as cidades mais afetadas.
Equipes de emergência estão mobilizadas para monitorar áreas vulneráveis e responder a incidentes, com a orientação para que a população acompanhe os comunicados da Defesa Civil e das autoridades locais durante a instabilidade climática.
Santos acumulou 400,99 milímetros de chuva nas duas primeiras semanas de setembro, volume quase três vezes superior à média histórica prevista para todo o mês. Segundo a Prefeitura, a referência dos últimos 25 anos para setembro é de 139,9 milímetros. As precipitações também provocaram alagamentos, queda de árvore e alterações no trânsito nesta segunda-feira (14), enquanto os morros permanecem em estado de atenção.
Somente nas últimas 72 horas, foram registrados 132,39 milímetros na cidade, quantidade próxima de toda a média histórica mensal. O cenário mantém equipes municipais em acompanhamento das áreas mais vulneráveis a alagamentos e movimentos de terra.
A Baixada Santista também liderou o acumulado de chuva em todo o Estado de São Paulo nas 12 horas anteriores ao balanço divulgado pela Defesa Civil Estadual às 6h20 desta segunda-feira. Cubatão apresentou o maior volume, com 45 milímetros, seguida por Praia Grande, com 39 mm, Guarujá e Mongaguá, ambas com 38 mm, Santos, com 37 mm, e São Vicente, com 35 mm.
Em Santos, uma árvore caiu na Vila Mathias e provocou bloqueio na Avenida Senador Pinheiro Machado, o Canal 1, no sentido praia/Centro. O trânsito precisou ser desviado para a Rua Lucas Fortunato.
A Companhia de Engenharia de Tráfego de Santos informou ainda que a Avenida Nossa Senhora de Fátima apresentava pontos de alagamento nos dois sentidos, em todas as faixas, nas proximidades da Rua Ana Santos. Segundo a administração municipal, a faixa da esquerda permanecia transitável para veículos de pequeno porte nos dois sentidos.
Os transtornos também foram registrados em outras cidades da região. No Guarujá, moradores da região da Praia de Pernambuco registraram alagamentos entre a Avenida Cruzeiro do Sul e a Rua Jaranas. A Prefeitura informou, porém, que a ocorrência oficial registrada nesta segunda-feira foi a queda de uma árvore no viaduto Floriberto Mariano, no sentido Ferry Boat, com equipes enviadas para retirada e liberação da passagem.
Em São Vicente, imagens mostraram a Avenida Salgado Filho, no bairro Jóquei, tomada pela água, com veículos atravessando trechos onde o nível chegava aproximadamente à metade dos pneus. A Prefeitura informou que não havia registrado ocorrências graves e apontou pontos de alagamento considerados transitáveis na Avenida Augusto Severo, próximos à Avenida Galeão Coutinho e à Rua Indaiatuba.
Segundo o município, equipes de segurança e atendimento permaneciam mobilizadas para acompanhar as condições meteorológicas e agir em caso de necessidade.
Mongaguá acumulou 109 milímetros de chuva em 72 horas. Nas últimas 48 horas, foram 68 milímetros, e em 24 horas, 51 milímetros. Durante o fim de semana, a Defesa Civil foi acionada para atender uma família no bairro Itaguaí. Os moradores chegaram a receber orientação sobre a possibilidade de acolhimento oferecido pelo município, mas permaneceram na residência após o escoamento da água.
Bertioga, Cubatão, Itanhaém e Peruíbe informaram que não haviam registrado ocorrências nesta segunda-feira, apesar dos elevados acumulados de chuva observados em parte da região.
A sequência de dias chuvosos mantém a Baixada Santista sob atenção, principalmente em áreas historicamente afetadas por alagamentos e nos morros de Santos. A orientação é acompanhar os comunicados dos órgãos municipais e da Defesa Civil enquanto persistirem as condições de instabilidade.
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