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Terminal de Regaseificação promove força-tarefa para testar protocolos de segurança no Porto de Santos

Simulado avalia ações de controle contra vazamentos, combate ao fogo e prestação de socorro. Exercício não afeta o trânsito local

Durante a simulação, equipes avaliam tempo de resposta e comunicação em caso de vazamento, sem afetar a rotina da população local - Imagem: Reprodução
Durante a simulação, equipes avaliam tempo de resposta e comunicação em caso de vazamento, sem afetar a rotina da população local - Imagem: Reprodução

Redação Publicado em 28/10/2026, às 09h15


Um vazamento de gás natural em uma tubulação de 16 polegadas, seguido rapidamente por um cenário de incêndio e o resgate de um trabalhador ferido. Embora pareça o enredo de um filme de desastre, essa situação extrema faz parte de um grande treinamento prático marcado para a manhã desta quarta-feira (28) nas águas do estuário do Porto de Santos.

A ação é um exercício simulado organizado pelo Terminal de Regaseificação de São Paulo (TRSP). O foco da operação é testar a agilidade e a preparação das equipes diante de emergências graves. A movimentação toda ocorre nas instalações da Unidade Flutuante de Armazenamento e Regaseificação, estrutura conhecida pela sigla em inglês FSRU, que é a peça central do terminal. Para dar conta de tudo isso, o treinamento mobiliza uma força-tarefa de peso, reunindo mais de 60 profissionais, além de contar com a presença de agentes da Defesa Civil e técnicos da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb).

Como vai funcionar o teste

Durante a simulação, os técnicos vão avaliar o tempo de resposta desde o primeiro alerta de vazamento na tubulação, que liga os braços de carregamento até a estação de medição. A partir do momento em que o alarme soar, as equipes precisarão demonstrar rapidez para cortar o fluxo de gás com segurança, organizar a evacuação parcial da área e garantir uma comunicação impecável entre o píer, o navio e as equipes de resgate que vêm de fora. O teste inclui ainda a prestação de primeiros socorros a um funcionário ficticiamente machucado e o combate ao fogo feito pelos brigadistas.

Para a empresa Edge, que administra o terminal, esse tipo de atividade é essencial para que todos saibam exatamente o que fazer caso algo dê errado de verdade. A diretora de Operações, Logística e Tecnologia da companhia, Catarina Amaral, destacou que a segurança orienta toda a rotina de trabalho no local. "Nosso compromisso é fortalecer continuamente a prevenção e a prontidão operacional, protegendo as pessoas, as instalações e as nossas operações", ressaltou a executiva, reforçando que testar os protocolos na prática garante uma resposta muito mais alinhada.

Apesar do grande aparato mobilizado, que inclui mais de 30 especialistas da tripulação do navio, dezenas de brigadistas da operação em terra e outros 15 profissionais focados apenas em avaliar o desempenho geral, a população pode ficar tranquila. A organização confirmou que não haverá nenhum tipo de bloqueio ou interdição no trânsito das ruas e avenidas de Santos, Guarujá ou Cubatão. Todo o exercício ficará concentrado estritamente na área portuária e não afetará a rotina dos moradores da região.