Notícias

Sem inauguração em fevereiro: prefeitura ajusta prazo e prevê hospital funcionando ainda no primeiro semestre em Peruíbe

Secretário de Saúde detalha os próximos passos após a entrega das propostas, que pode levar até 45 dias para avaliação

A corrida para a gestão do Hospital Municipal de Peruíbe se afunila, com apenas duas Organizações Sociais de Saúde na disputa - Foto: Reprodução
A corrida para a gestão do Hospital Municipal de Peruíbe se afunila, com apenas duas Organizações Sociais de Saúde na disputa - Foto: Reprodução

Redação Publicado em 02/02/2026, às 10h58


A corrida para definir quem vai administrar o novo Hospital Municipal de Peruíbe entrou na reta final, mas o calendário precisou ser ajustado. Das 26 Organizações Sociais de Saúde (OSs) que se qualificaram inicialmente para participar da concorrência, apenas duas continuam no páreo. Essas empresas realizaram as visitas técnicas necessárias e agora estão correndo contra o tempo para finalizar e entregar suas propostas finais à prefeitura até o dia 10 de fevereiro.

Esse afunilamento no processo seletivo traz uma consequência prática para a população: a data de inauguração, que estava prevista no papel para o dia 18 de fevereiro, não será cumprida. O prazo ficou curto diante da burocracia necessária para garantir que a melhor gestora seja escolhida com segurança jurídica. O próprio prefeito, Felipe Bernardo, já trabalha com uma previsão mais "pé no chão" e realista, garantindo que a unidade abrirá as portas para o público ainda no primeiro semestre de 2026.

O que falta para abrir?

O secretário municipal de Saúde, Paolo Bianchi, explicou como serão os próximos passos. Depois que as duas empresas entregarem os documentos no dia 10, começa o trabalho da comissão avaliadora. Essa análise para classificar a vencedora pode levar de 20 a 45 dias.

Isso, claro, considerando um cenário ideal. O secretário alerta que esse tempo vale se não houver nenhum tipo de contestação judicial ou recursos por parte das empresas que ficarem de fora. Se tudo correr bem e sem impedimentos legais, o contrato é assinado e, a partir daí, começa a contagem para o início dos trabalhos.

Estrutura de ponta, mas gradual

Quando estiver pronto, o complexo hospitalar promete transformar o atendimento na região. O projeto prevê mais de 70 leitos, divididos entre clínica médica, cardíaca, pediátrica e cirúrgica. A estrutura terá capacidade para realizar cirurgias gerais, abdominais e até procedimentos ortopédicos de baixa complexidade. Além disso, a unidade contará com UTI tanto para adultos quanto para crianças, e uma ala completa de exames de imagem, incluindo tomografia, ultrassom, colonoscopia e raio-X.

No entanto, a população não deve esperar que tudo isso comece a rodar a 100% no primeiro dia. Seguindo uma recomendação da Secretaria de Saúde do Estado, a abertura será feita de forma gradual. A ideia é ativar os serviços aos poucos para testar os equipamentos e as equipes, garantindo a segurança dos pacientes e o bom funcionamento de cada setor antes de operar com capacidade máxima.

Quanto aos custos, o edital define regras claras. O dinheiro para comprar a mobília e os equipamentos modernos virá, em sua maioria, do Governo do Estado, com um teto de cerca de R$ 16 milhões. Já a prefeitura de Peruíbe entrará com cerca de R$ 874 mil para essa parte, além de custear pequenas adequações físicas no prédio, orçadas em aproximadamente R$ 171 mil.