Acidente ocorreu no início da manhã desta terça (29). Colisão fechou via, gerou reflexos na Anchieta e feriu passageira da moto

Redação Publicado em 30/09/2026, às 10h48
A trágica morte de um motociclista de aplicativo de 55 anos marcou o início da manhã desta terça-feira (29) em Santos, escancarando mais uma vez a vulnerabilidade e os riscos enfrentados diariamente pelos profissionais do transporte de passageiros nas vias da Baixada Santista. O acidente fatal ocorreu por volta das 7h, em pleno horário de pico, em um dos trechos de maior fluxo e estrangulamento de veículos da região: a Avenida Martins Fontes, na altura do Morro da Penha, que funciona como a principal artéria de acesso rodoviário à cidade.
A dinâmica da colisão e o resgate das vítimas
De acordo com os registros da Polícia Militar e os levantamentos preliminares colhidos no local, a vítima fatal conduzia a sua motocicleta pela faixa de rolamento quando, por motivos que ainda serão minuciosamente investigados pela perícia técnica da Polícia Civil, acabou colidindo de forma extremamente violenta contra a traseira de um caminhão que trafegava no mesmo sentido.
O forte impacto causou politraumatismos severos no condutor. A corporação militar confirmou que o homem sofreu fraturas graves na região da bacia e também nas costelas, ferimentos contundentes que levaram o trabalhador a óbito no local, antes mesmo que os procedimentos avançados de reanimação pudessem surtir efeito.
No momento do trágico acidente, o motociclista realizava uma corrida por aplicativo e transportava uma passageira na garupa. A mulher foi arremessada ao solo com a batida e sofreu escoriações pelo corpo. Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas em caráter de emergência. Após os primeiros socorros e a estabilização da paciente ainda no asfalto, ela foi encaminhada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Central de Santos, onde passou por exames de imagem e avaliação médica detalhada.
Reflexos intensos no tráfego e operação viária
Por ter ocorrido em um ponto nevrálgico do sistema viário do município, e exatamente no horário de maior fluxo de chegada de trabalhadores e veículos de carga rumo ao cais, o acidente gerou um efeito cascata imediato na mobilidade urbana. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET-Santos) precisou isolar parcialmente a Avenida Martins Fontes para preservar a cena, permitindo o trabalho seguro das equipes de resgate e dos agentes da Polícia Científica.
Esse bloqueio provocou um imenso congestionamento que rapidamente ultrapassou os limites urbanos, causando lentidão severa e retenção em uma das faixas de descida da Rodovia Anchieta (Sistema Anchieta-Imigrantes). Motoristas que tentavam acessar a região central de Santos e a área portuária enfrentaram quase quatro horas de trânsito travado. O cenário na entrada da cidade só foi totalmente normalizado por volta das 11h da manhã, após o trabalho da perícia, a remoção do corpo ao Instituto Médico Legal (IML) e a liberação integral das faixas de rolamento.
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