Dois estabelecimentos foram flagrados manipulando relógios de luz para reduzir contas de energia

Redação Publicado em 23/06/2026, às 09h18
A Polícia Científica precisou ir até dois comércios de Santos para periciar "gatos" de luz na última quinta-feira (18). A CPFL Piratininga, com a ajuda de policiais, bateu de surpresa nos locais e descobriu que um bar na Vila Mathias e uma loja de bebidas no Campo Grande estavam adulterando o relógio de luz para pagar menos na conta de energia. As duas malandragens foram desfeitas e os donos agora vão ter que arcar com o prejuízo e responder na Justiça.
No bar, os técnicos de plantão acharam um fio puxado direto na caixa de medição que fazia o relógio travar e não marcar o consumo real de energia. Toda a fiação errada foi arrancada e o relógio foi arrumado na hora.
Risco de choque e fiação invertida
O caso da adega era ainda mais perigoso para quem passava por perto. Os profissionais da distribuidora de energia descobriram que o relógio medidor foi mexido por dentro, com as fases da eletricidade invertidas para enganar a marcação. A CPFL explicou que essa gambiarra, além de ser crime, é um perigo danado porque pode queimar os eletrodomésticos da vizinhança e provocar acidentes graves, como incêndios e choques elétricos. Por segurança, a adega ficou totalmente no escuro e teve a luz cortada até que o dono arrume todo o padrão de entrada do imóvel.
Os técnicos já avisaram que vão puxar o histórico de consumo dos dois comércios para fazer a conta de quanta energia foi roubada. Toda essa dinheirama vai ser cobrada dos comerciantes em uma fatura única de recuperação de consumo.
Onda de "gatos" se espalha pela região
O problema do furto de energia é gigante. Só na cidade de Santos, a empresa recebeu 540 denúncias de fraudes entre os meses de janeiro e maio deste ano. Desse monte de avisos, os fiscais conseguiram fazer 172 vistorias, pegando 88 pessoas com a boca na botija. Toda essa fiscalização ajudou a recuperar mais de 206 mil kWh de energia que estavam sendo jogados fora.
Se olharmos para toda a Baixada Santista, os números assustam ainda mais:
A concessionária de energia lembrou que mexer na rede elétrica sem autorização é crime previsto no Código Penal. Além de deixar a conta de luz mais cara para os clientes que pagam em dia, esse tipo de crime estraga a qualidade da energia que chega nas casas e põe em risco a vida dos trabalhadores e moradores.

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