Polícia Civil investiga se motorista participou do furto ou comprou o carro sabendo da origem ilícita; veículo será periciado

Redação Publicado em 13/01/2026, às 09h52
Para quem olhava de fora, parecia apenas mais um automóvel azul circulando normalmente pelo trânsito de Vicente de Carvalho, em Guarujá. No entanto, uma fiscalização atenta da Polícia Militar revelou que, por baixo daquela aparência comum, havia um esquema criminoso para esconder a verdadeira origem do carro. A descoberta aconteceu na tarde da última terça-feira (6), quando a "maquiagem" do veículo não foi suficiente para enganar os agentes.
Tudo começou com uma abordagem de rotina. Os policiais decidiram parar o carro para verificar a documentação e as condições do veículo. O motorista encostou, mas foi durante a vistoria detalhada que a casa caiu. Os agentes perceberam que algo estava errado com os sinais identificadores do automóvel (como a numeração do chassi e do motor), que não batiam com o que constava no documento ou apresentavam sinais de que tinham sido mexidos.
A farsa do "carro dublê"
Aprofundando a investigação ali mesmo na rua, a equipe descobriu que se tratava de um clássico caso de veículo "clonado" ou "dublê". O carro estava rodando com a identificação (placas e numeração) de outro automóvel idêntico, mesma cor e modelo, que estava em situação regular.
Essa prática é muito usada por criminosos para tentar esquentar carros roubados e despistar a polícia em blitzes rápidas. Porém, ao consultarem o sistema oficial da segurança pública usando os dados originais que conseguiram identificar, a verdade apareceu: o carro azul era, na realidade, fruto de um crime.
Crime aconteceu na capital
O sistema policial confirmou que o veículo original havia sido furtado na cidade de São Paulo. O crime aconteceu em outubro de 2025, ou seja, o carro estava rodando ilegalmente há alguns meses antes de vir parar no litoral.
Diante das evidências técnicas e do registro de furto confirmado, não houve conversa. O motorista recebeu voz de prisão e foi levado, junto com o carro recuperado, para a Delegacia Sede de Guarujá. A ocorrência foi registrada e o homem permaneceu detido à disposição da Justiça. Agora, a Polícia Civil deve investigar se ele participou do furto na capital ou se comprou o carro já sabendo da origem ilícita (receptação). O veículo passará por perícia antes de ser devolvido ao verdadeiro dono.
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