Conselho Tutelar

Conselho Tutelar acolhe irmãos feridos após surto de mãe no Perequê

Mulher foi encontrada desorientada e crianças foram levadas para abrigo após avaliação médica

Foto: Carlos Abelha/TV Tribuna
Foto: Carlos Abelha/TV Tribuna

Redação Publicado em 22/07/2026, às 11h02


Uma denúncia de agressão mobilizou a Polícia Militar e o Grupo de Ações Táticas Especiais (GATE) na Avenida Rio Amazonas, no bairro Perequê, em Guarujá. A ação ocorreu no domingo (19), após vizinhos alertarem que uma mulher de 23 anos estaria agredindo os próprios filhos, uma menina de 5 anos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e um menino de 1 ano e 10 meses. O caso é investigado como lesão corporal, maus-tratos e violência doméstica pela Delegacia de Polícia do município.

Ao chegarem ao endereço, as equipes encontraram a mulher isolada dentro da residência, apresentando comportamento desorientado e falas desconexas. O resgate das crianças ocorreu após a chegada do companheiro da suspeita e pai do bebê, que cedeu as chaves do imóvel para a entrada das forças de segurança. A mãe precisou ser contida com o apoio do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e foi levada para avaliação médica junto com os filhos na UPA Rodoviária.

Exames de lesão corporal e medidas protetivas

No hospital, os médicos constataram que a menina de 5 anos sofria de traumatismo na face, inchaço, escoriações e hematomas ao redor dos olhos. O bebê apresentava um ferimento na mão esquerda. Diante das constatações médicas, o Conselho Tutelar acionou os protocolos de proteção e determinou o acolhimento emergencial dos dois irmãos em um abrigo institucional da cidade para garantir a segurança física da dupla.

A mulher prestou depoimento, mas apresentou versões contraditórias, negando ter praticado qualquer agressão e alegando ser vítima de perseguição no bairro. O companheiro afirmou à Polícia Civil que a mulher nunca havia agredido os filhos e não possui histórico de uso de drogas. Como não houve testemunhas presenciais no momento da intervenção policial, a autoridade de plantão optou por não realizar a prisão em flagrante, instaurando um inquérito para analisar os laudos periciais e determinar o estado psicológico da mãe.