Jucelino de Oliveira, de 58 anos, foi detido pela Delegacia de Defesa da Mulher; Justiça determinou restrições de contato e aproximação em relação às vítimas

Redação Publicado em 05/09/2026, às 14h31
O padre Jucelino de Oliveira, de 58 anos, foi preso em Praia Grande, SP, sob suspeita de estupro de vulnerável, após um mandado judicial emitido pela Delegacia de Defesa da Mulher. A prisão gerou repercussão nas comunidades religiosas onde ele atuava, dada sua presença em diversas atividades religiosas.
A Justiça impôs medidas cautelares para proteger as vítimas, incluindo a proibição de aproximação e contato com elas, além de restrições em relação a locais que frequentam. A Diocese de Santos declarou que confia na Justiça e tomará as providências canônicas necessárias.
A investigação está em andamento e é conduzida pela Polícia Civil, com o cumprimento do mandado representando uma etapa do processo. As medidas preventivas visam garantir a segurança das vítimas e evitar interferências na apuração dos fatos.
O padre Jucelino de Oliveira, de 58 anos, foi preso na noite de sexta-feira (4), em Praia Grande, no litoral de São Paulo, sob suspeita de estupro de vulnerável. A prisão foi realizada por policiais da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) do município, após a Justiça expedir um mandado contra o religioso.
Além da ordem de prisão, a decisão judicial estabeleceu medidas cautelares destinadas à proteção das vítimas durante o andamento da investigação. Entre as determinações estão a proibição de aproximação em uma distância mínima de 300 metros e a proibição de qualquer tipo de contato, seja diretamente ou por meio de terceiros e ferramentas de comunicação.
A decisão também impede o investigado de frequentar a residência, o local de estudo, eventual ambiente de trabalho e outros espaços frequentados regularmente pelas vítimas.
Até a última atualização da reportagem, a defesa de Jucelino de Oliveira não havia sido localizada. Por se tratar de uma investigação em andamento, as acusações devem ser apuradas pelas autoridades e não representam, neste momento, uma condenação definitiva.
Jucelino atuava em diferentes espaços religiosos de Praia Grande. Ele administrava a Casa Pime, estrutura ligada ao Pontifício Instituto das Missões Exteriores (Pime), instituto missionário de origem italiana.
O espaço é utilizado para atividades de retiro, convivência, descanso e lazer relacionadas à instituição missionária.
O religioso também celebrava missas em pelo menos duas comunidades da cidade. Entre os locais estão a capela São João Batista, no bairro Solemar, e a igreja Nossa Senhora Auxiliadora, no Jardim Imperador.
A atuação pública do padre na região fez com que a prisão tivesse repercussão entre integrantes das comunidades religiosas onde ele exercia atividades.
A Diocese de Santos informou, por meio de nota, que tomou conhecimento do cumprimento do mandado de prisão. A instituição afirmou confiar no trabalho da Justiça para o esclarecimento dos fatos e declarou que adotará as providências previstas pelas normas da Igreja.
“Reafirmamos que as providências canônicas cabíveis serão tomadas”, informou a Diocese.
A investigação é conduzida pela Polícia Civil por meio da Delegacia de Defesa da Mulher de Praia Grande. O cumprimento do mandado representa uma etapa do procedimento, enquanto as circunstâncias e os fatos relatados às autoridades continuam sendo investigados.
As medidas determinadas pela Justiça têm caráter preventivo e buscam preservar a segurança e a integridade das vítimas durante o processo. A proibição de aproximação e contato também procura evitar possíveis interferências na apuração.
O caso chama atenção ainda pela atuação do investigado em espaços religiosos e pela necessidade de preservar as vítimas enquanto a investigação prossegue. Eventuais responsabilidades deverão ser definidas a partir das provas reunidas pelas autoridades e das decisões judiciais ao longo do processo.
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