Crianças presenciaram as agressões dentro de casa; filha mais velha tentou defender a mãe e também acabou sendo agredida pelo pai

Redação Publicado em 26/05/2026, às 10h10
Uma agressão covarde revoltou os moradores e mobilizou as forças de segurança no bairro Agenor de Campos, na região da Estrada da Fazenda, em Mongaguá. Um homem de 30 anos acabou sendo preso em flagrante depois de espancar violentamente a esposa, de 28 anos, bem no meio de uma discussão de casal dentro de casa. Toda a cena de violência doméstica aconteceu diante das três filhas deles, que são apenas crianças de 2, 3 e 9 anos.
O caso só foi descoberto porque a Guarda Civil Municipal (GCM) acabou sendo chamada para ir até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro. Foram os próprios profissionais de saúde que desconfiaram da situação e alertaram as autoridades assim que perceberam a gravidade dos machucados e das lesões espalhadas pelo corpo da paciente que pedia socorro médico.
Menina tentou salvar a mã
Quando os guardas conversaram com a mulher na unidade de saúde, ela deu um relato detalhado sobre os momentos de terror que viveu. Segundo ela, o companheiro deu vários socos na região das suas costelas, tentou enforcá-la e ainda bateu a cabeça dela contra a parede por diversas vezes. Ao ver a mãe sendo agredida daquela forma, a filha mais velha do casal, de apenas 9 anos, tentou intervir para salvá-la, mas o agressor não se importou e empurrou a própria filha com força.
Assim que pegaram o depoimento, os agentes da GCM foram direto para a residência da família. O homem continuava no imóvel, recebeu voz de prisão e não teve como escapar do flagrante. As três crianças também foram tiradas da casa de imediato para ficarem longe do pai. No momento em que o caso foi registrado na Delegacia Sede, os policiais descobriram que o suspeito já tinha uma ficha com histórico de violência, incluindo uma denúncia de agressão registrada recentemente, no mês de fevereiro.
Acolhimento e recomeço longe do agressor
O homem foi levado para a cadeia, e o Poder Judiciário correu para liberar uma medida protetiva de urgência para garantir que ele não chegue perto da vítima. Para dar um suporte de verdade, a Secretaria de Assistência Social do município entrou na história para dar amparo psicológico e social para a mãe e as filhas. A prefeitura organizou toda a logística para enviar a mulher e as meninas de volta para a cidade natal dela, onde ela tem parentes e uma rede de apoio para tentar recomeçar a vida do zero.
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