Santos

Homem é preso em Santos por vender medicamentos hormonais e anabolizantes pela internet

Investigado é preso em flagrante na Rua Moema após policiais civis flagrarem armazenamento e rotulagem clandestina de medicamentos em Santos

Foto: Divulgação/ Polícia Civil
Foto: Divulgação/ Polícia Civil

Redação Publicado em 28/08/2026, às 08h47


A Polícia Civil prendeu em flagrante, nesta quinta-feira (27), um homem investigado por armazenar e comercializar ilegalmente medicamentos, peptídeos e compostos hormonais dentro de um apartamento no bairro Estuário, em Santos. De acordo com as apurações conduzidas pelo 3º Distrito Policial do município, as negociações e a distribuição dos produtos eram realizadas pela internet, com uso de redes sociais e aplicativos de mensagens.

A ação ocorreu durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça para um imóvel localizado na Rua Moema. No local, os policiais civis apreenderam centenas de comprimidos, ampolas de substâncias sujeitas a controle especial sem identificação de procedência, além de seringas, agulhas descartáveis, frascos vazios, embalagens e rótulos adesivos utilizados para fracionar e preparar os produtos antes do envio aos compradores.

Confissão informal e apreensão de aparelhos eletrônicos

Durante as diligências no imóvel, o investigado admitiu informalmente a comercialização dos compostos terapêuticos e não apresentou notas fiscais, licenças sanitárias de órgãos reguladores ou certificados de origem legal dos insumos. A esposa do homem estava no apartamento no momento da abordagem, mas o suspeito declarou aos policiais que ela não tinha qualquer envolvimento com o esquema de vendas.

Os investigadores também apreenderam três telefones celulares e um notebook pertencentes ao detido. Os dispositivos eletrônicos passarão por perícia técnica da Polícia Científica para rastrear a cadeia de fornecedores, a lista de compradores e o volume financeiro movimentado pelo comércio clandestino.

O suspeito foi autuado em flagrante com base no artigo 273 do Código Penal — que tipifica condutas relativas à falsificação, adulteração, corrupção ou comércio irregular de produtos destinados a fins medicinais e terapêuticos —, permanecendo recolhido à disposição do Poder Judiciário.