Posse de pornografia

Investigação da DDM leva à prisão de idoso por posse de material de abuso sexual infantil

Agentes da DDM cumpriram mandados no bairro Oásis. Perícia em celular apreendido anteriormente confirmou os indícios do crime

Foto: Divulgação/Polícia Civil
Foto: Divulgação/Polícia Civil

Redação Publicado em 15/10/2026, às 08h06


Uma investigação minuciosa conduzida pela Polícia Civil para combater a exploração de menores resultou na prisão de um homem de 62 anos na manhã da última terça-feira (13). O idoso foi detido temporariamente em sua própria residência, localizada no bairro Oásis, em Itanhaém, sob a grave suspeita de armazenar material de abuso sexual e pornografia infantil. A ofensiva policial foi deflagrada por agentes da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), que além de efetuarem a captura, cumpriram um mandado judicial de busca e apreensão no imóvel.

O rastro digital e a confirmação pericial

O cerco contra o investigado começou a se fechar assim que as autoridades receberam os primeiros indícios de que ele mantinha um acervo ilegal. O ponto de virada para que a Polícia Civil solicitasse a prisão ocorreu após um minucioso trabalho da equipe de criminalística. Os peritos analisaram o conteúdo de um aparelho celular que já havia sido apreendido com o homem anteriormente e extraíram provas contundentes que confirmaram o armazenamento das imagens criminosas, motivando a Justiça a expedir rapidamente os mandados.

Equipamentos recolhidos e andamento legal

Durante a varredura realizada nos cômodos da residência nesta semana, os investigadores apreenderam diversos itens que agora serão esmiuçados pelos laboratórios da polícia para dimensionar o tamanho do acervo. Foram recolhidas fitas VHS antigas, novos aparelhos celulares, mídias digitais variadas, uma câmera fotográfica e outros dispositivos eletrônicos.

Após a conclusão das buscas, o idoso passou por exame de corpo de delito em uma unidade de saúde, avaliação de praxe que não apontou nenhuma lesão, e foi levado para a delegacia. Ele permanece trancafiado e totalmente à disposição do Poder Judiciário. O inquérito é conduzido com base no artigo 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que pune com rigor quem adquire, possui ou armazena material contendo cenas de sexo explícito envolvendo menores de idade.