Suspeito já respondia em liberdade por ter esfaqueado a jovem em 2025 por não aceitar o fim do namoro

Redação Publicado em 13/05/2026, às 08h36
Uma história de violência persistente e tentativa de feminicídio chocou a Baixada Santista nesta semana. Thalys Feitosa da Silva, de 19 anos, foi preso preventivamente na última segunda-feira (11) após descumprir uma medida protetiva e invadir a casa da ex-namorada em São Vicente. O suspeito, que já era investigado por ter esfaqueado a jovem 13 vezes em outubro de 2025, acabou detido no Hospital Irmã Dulce, em Praia Grande, onde buscava tratamento médico para queimaduras causadas pela própria vítima em um ato de legítima defesa.
A invasão ocorreu no último dia 5 de maio. De acordo com o relato da vítima, de 20 anos, Thalys entrou no imóvel e passou a intimidá-la e agredi-la fisicamente. Em um momento de desespero e para repelir a agressão, a mulher jogou uma panela com água fervente no suspeito.
Imagens de câmeras de monitoramento registraram o momento em que o agressor foge da residência logo após ser atingido. Mesmo internado para tratar as queimaduras, Thalys continuou a enviar mensagens de texto ameaçando a ex-companheira, afirmando que "desta vez" a mataria.
Histórico de violência
O relacionamento entre os dois durou apenas dois meses, mas o histórico de violência é extenso. A vítima relatou que, em 2025, Thalys não aceitou o término e desferiu 13 golpes de faca contra ela. Desde então, a jovem vivia sob o amparo de uma medida protetiva que proibia qualquer aproximação do ex-namorado. No entanto, o suspeito utilizava números de telefone de familiares para assediá-la e proferir ameaças de morte contra ela e seus parentes.
Diante da nova invasão e das ameaças enviadas de dentro da unidade de saúde, a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de São Vicente agiu rapidamente, solicitando a prisão preventiva do jovem. A Justiça deferiu o pedido, e os agentes cumpriram o mandado no hospital. Thalys permanece internado sob custódia policial e, assim que receber alta médica, será transferido para o sistema prisional, onde responderá pelos crimes de descumprimento de medida protetiva, ameaça e pela tentativa de homicídio anterior.
Proteção
O caso reforça a gravidade do ciclo de violência doméstica e a necessidade de monitoramento rigoroso de agressores reincidentes. A coragem da vítima em reagir à agressão iminente e em denunciar as ameaças virtuais foi determinante para a decretação da prisão. O processo agora tramita em segredo de Justiça no Foro de São Vicente para preservar a integridade da mulher e de sua família.
Autoridades e órgãos de proteção à mulher na região destacam que o descumprimento de medidas protetivas deve ser comunicado imediatamente às polícias Civil ou Militar. O episódio serve como um alerta para a letalidade potencial desses agressores e para a importância de canais como o Ligue 180 e as DDMs locais no acolhimento de mulheres que sofrem perseguição sistemática.
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