Vítima estava desaparecida desde segunda-feira; advogado do acusado chegou a procurar a polícia, mas o homem agora é considerado foragido

Redação Publicado em 10/04/2026, às 09h12
O desfecho trágico do desaparecimento da empregada doméstica Rosângela Santos de Araújo, de 54 anos, chocou os moradores do bairro Balneário Praia do Perequê, em Guarujá, nesta quinta-feira (9). Após três dias de buscas intensas, o corpo da vítima foi localizado dentro da residência de um vizinho, na Rua Jaruá. Rosângela estava desaparecida desde a noite de segunda-feira (6), quando foi vista pela última vez por volta das 20h.
A descoberta ocorreu após vizinhos sentirem um forte odor vindo do imóvel ao lado da casa da vítima. Em um relato comovente ao Santa Portal, a filha de Rosângela descreveu o cenário de horror encontrado pelas autoridades: o corpo da mãe estava nu e apresentava sinais de desfiguração. A perícia foi acionada imediatamente e o cadáver foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) no início da noite para exames que devem confirmar a causa da morte e se houve violência sexual.
Suspeito foragido
O principal suspeito do crime é o proprietário do imóvel onde o corpo foi escondido. Segundo informações colhidas pela polícia, o homem havia se mudado para o local há apenas dois meses. O caso ganhou contornos ainda mais complexos quando o advogado do acusado entrou em contato com a delegacia informando que seu cliente pretendia se entregar e confessar o crime, indicando inclusive onde Rosângela estava.
No entanto, após a confirmação da localização do corpo, o homem não cumpriu o combinado, fugiu e agora é considerado foragido pela Justiça. A Polícia Civil já realiza diligências em toda a Baixada Santista e cidades vizinhas para tentar localizá-lo. As circunstâncias do crime e a motivação ainda estão sendo apuradas, mas a linha de investigação aponta para um possível caso de feminicídio.
Mobilização da família
O desaparecimento de Rosângela havia mobilizado parentes e amigos desde o início da semana. A família reforçou durante todo o período de buscas que ela era uma pessoa saudável, não fazia uso de medicamentos controlados e não tinha o hábito de sair sem dar notícias, o que aumentou a angústia e a certeza de que algo errado havia acontecido. Um boletim de ocorrência já havia sido registrado logo após o sumiço.
Até o momento, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) e a Prefeitura de Guarujá não emitiram notas detalhadas sobre o andamento das buscas pelo assassino. O crime gerou uma onda de indignação na comunidade local, que cobra justiça e agilidade na captura do suspeito. A Polícia Civil pede que qualquer informação sobre o paradeiro do vizinho seja comunicada de forma anônima via Disque-Denúncia (181).
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