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Polícia Ambiental apreende 300 metros de redes e multa pescadores no Xixová-Japuí

Fiscalização no Parque Estadual Xixová-Japuí resultou na apreensão de barco, redes e petrechos de pesca

Operação noturna em Praia Grande flagra pesca proibida e resgata peixes de redes - Imagem: Reprodução
Operação noturna em Praia Grande flagra pesca proibida e resgata peixes de redes - Imagem: Reprodução

Redação Publicado em 16/04/2026, às 09h16


A fiscalização ambiental na Baixada Santista apertou o cerco contra a pesca ilegal no início desta semana. Entre segunda (13) e terça-feira (14), a Polícia Militar Ambiental Marítima realizou duas apreensões de petrechos proibidos no Parque Estadual Xixová-Japuí, em Praia Grande. As ações, focadas na proteção da biodiversidade marinha, resultaram em multas pesadas e na libertação de animais capturados irregularmente.

O Xixová-Japuí é uma unidade de conservação de proteção integral, o que significa que qualquer tipo de pesca é terminantemente proibida dentro de seus limites. Durante patrulhamentos noturnos, os agentes flagraram tanto pescadores em atividade quanto armadilhas deixadas sozinhas na água para capturar espécies protegidas.

Flagrante no costão e redes fantasmas

Na primeira ocorrência, os policiais localizaram uma embarcação com dois homens que pescavam garoupas a menos de dois metros do costão rochoso do parque. A proximidade com as pedras e a localização dentro da reserva levaram à lavratura de dois Autos de Infração Ambiental, totalizando R$ 4 mil em multas. Além dos anzóis e linhas, a embarcação e o motor foram apreendidos, ficando sob a guarda de um dos infratores como fiel depositário até o desfecho judicial.

Na segunda ação, as equipes encontraram três redes de emalhe que somavam 300 metros de extensão. As redes estavam instaladas sem nenhum responsável por perto. Durante a retirada do material, os policiais conseguiram resgatar três peixes da espécie pirangica que ainda estavam vivos e foram devolvidos imediatamente ao mar.

Consequências jurídicas

Além das multas administrativas aplicadas pela 5ª Companhia Ambiental Marítima, os dois casos foram encaminhados à Polícia Judiciária. Como a pesca ocorreu em local proibido e com métodos não permitidos para aquela área, os envolvidos poderão responder criminalmente por crime ambiental.

A Polícia Militar Ambiental reforça que a preservação do Xixová-Japuí é fundamental para o equilíbrio do ecossistema local, servindo como um berçário para diversas espécies marinhas que sofrem com a pressão da pesca predatória.