Durante a abordagem, o suspeito foi flagrado com cartões bancários, máquinas de pagamento e comprovantes de movimentações que somavam R$ 8 mil

Lívia Gennari Publicado em 22/05/2025, às 16h12
A Polícia Civil prendeu na última terça-feira (22), um homem de 30 anos, apontado como 'conteiro do crime' de uma organização criminosa especializada em estelionatos. A ação foi conduzida por investigadores do 3º Distrito Policial do município, que já monitoravam a atuação do grupo na região.
Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), o suspeito era responsável por movimentar o dinheiro proveniente dos golpes aplicados pela quadrilha. Ele realizava saques, depósitos e transferências, e operava contas bancárias em nome de terceiros, conhecidas no meio criminoso como “contas laranjas”.
As contas eram abertas com documentos falsificados ou cedidas por terceiros, com o objetivo de dificultar o rastreamento do dinheiro pelas autoridades.
A abordagem aconteceu em um posto de combustíveis localizado no bairro Ponta da Praia. Os agentes desconfiaram da movimentação do homem após ele ser visto saindo de uma loja de conveniência e seguindo em direção a uma moto. Pouco tempo depois, ele retornou ao local em um carro, o que reforçou a suspeita da equipe policial.
Na revista pessoal, foram encontrados, em posse do homem, dois celulares, diversos cartões bancários em nome de terceiros e comprovantes de depósitos realizados no mesmo dia, que somavam cerca de R$ 8 mil. Os itens apreendidos indicavam que o suspeito estava em plena atividade no momento da abordagem.
Os policiais se dirigiram até a residência do criminoso para dar continuidade às diligências. No local, foram apreendidos três máquinas de cartão, mais dois celulares, um notebook, 48 cartões bancários de diferentes titulares e anotações detalhadas com informações que podem estar ligadas à prática de estelionatos e à logística financeira da organização criminosa.
Na análise dos materiais apreendidos, os investigadores identificaram que um dos celulares havia sido registrado como produto de roubo, o que reforça a suspeita de que a quadrilha também fazia uso de equipamentos ilícitos para aplicar os golpes.
Espera-se que o material apreendido auxilie no prosseguimento da investigação, que agora busca identificar outros integrantes da quadrilha e localizar possíveis vítimas dos golpes aplicados.
O caso foi registrado no 3º Distrito Policial de Santos como associação criminosa, receptação e localização e apreensão de objeto. As investigações seguem em andamento.
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