Instituto Nacional de Combate à Violência Familiar alertou a polícia após receber vídeos que mostram o suspeito aliciando as vítimas

Gabriella Souza Publicado em 27/01/2026, às 08h18
Uma operação policial realizada no Centro de Bertioga revelou um cenário preocupante e resultou na prisão de um homem de 50 anos, que já era considerado foragido da Justiça. A ação dos agentes aconteceu em um apartamento na Rua João Ramalho, no dia 22 de janeiro, mas os detalhes só ganharam repercussão agora. Ao entrarem no imóvel para cumprir os mandados, os investigadores encontraram o suspeito acompanhado de duas garotas, uma de 12 e outra de 14 anos.
A chegada da polícia ao local não foi por acaso. A equipe de investigação recebeu denúncias graves informando que aquele endereço servia como base para crimes contra menores de idade. Segundo as informações apuradas, o homem tinha o costume de trazer as vítimas da cidade de Guarulhos para se hospedarem com ele no litoral. Foi exatamente o que os policiais constataram ao encontrar as duas adolescentes no local.
Imediatamente após a abordagem, o Conselho Tutelar foi acionado para garantir a proteção das meninas e acompanhar todo o registro da ocorrência na delegacia da cidade. O homem, que não teve o nome divulgado, recebeu voz de prisão e permanece à disposição das autoridades.
Gravações e uso de entorpecentes
O caso chegou ao conhecimento da Polícia Civil graças à atuação do Instituto Nacional de Combate à Violência Familiar (INCVF). A organização teve acesso a um material perturbador: vídeos que mostravam o próprio suspeito aliciando as vítimas. Diante da gravidade das imagens, o instituto alertou as autoridades de segurança para que providências urgentes fossem tomadas.
Jeanderson Kozlowsky, presidente do INCVF, foi enfático ao comentar o caso. Segundo ele, o conteúdo dos vídeos deixa claro ("demonstra plenamente") que o acusado utilizava uma estratégia cruel para cometer os abusos: ele oferecia bebidas alcoólicas e até drogas para deixar as vítimas vulneráveis e facilitar o estupro. Além de cometer a violência, a denúncia aponta que ele filmava os atos e ainda repassava as imagens para outras pessoas.
Durante a varredura no apartamento, os peritos apreenderam equipamentos eletrônicos que podem conter mais provas dos crimes. A Secretaria de Segurança Pública confirmou que três aparelhos celulares e dois notebooks foram recolhidos e enviados para análise no Instituto de Criminalística (IC). O objetivo agora é descobrir se há outras vítimas e se o material pornográfico estava sendo comercializado. Até o momento, nenhum advogado de defesa se manifestou sobre as acusações.
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