Categoria considera percentual insuficiente e pede correção salarial com base na inflação acumulada; paralisação afeta serviços municipais na saúde e educação

Lívia Gennari Publicado em 15/04/2025, às 16h40
Os servidores públicos de Praia Grande, no litoral de São Paulo, retomaram nesta terça-feira (15) a greve iniciada em março, após a Câmara Municipal aprovar um reajuste salarial de 5,48%, índice considerado insuficiente pela categoria.
A paralisação, organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Praia Grande (Sindserv-PG), afeta diversos serviços públicos, incluindo educação, saúde e limpeza urbana.
A decisão de retomar a greve foi tomada após a Câmara aprovar o reajuste proposto pela Prefeitura, que corresponde ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado. Segundo o sindicato, o aumento não repõe as perdas salariais acumuladas nos últimos anos e desconsidera as demandas dos servidores por melhores condições de trabalho e valorização profissional.
"Não concordamos com a decisão e não vamos desistir da luta. Por esse justo motivo, a greve continua ", afirmou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Praia Grande, Adriano Lopes, conhecido como Pixoxó.
A Prefeitura de Praia Grande, por sua vez, alega que o reajuste foi definido com base em estudos orçamentários e na capacidade financeira do município. Em nota, a administração municipal afirmou que "o índice aprovado busca manter o equilíbrio fiscal e garantir a continuidade dos serviços públicos".
Durante a paralisação, os servidores realizaram manifestações em frente ao Paço Municipal, com faixas e cartazes reivindicando melhores salários e condições de trabalho. A greve conta com a adesão de diversas categorias, incluindo professores, agentes de saúde, servidores administrativos e operacionais.
A população tem sentido os impactos da greve, com a suspensão de aulas em escolas municipais, redução no atendimento em unidades de saúde e atrasos na coleta de lixo. Moradores expressaram preocupação com a situação e cobraram uma solução rápida para o impasse.
"E as crianças que sofrem com a falta de ensino, é triste de ver", comentou uma munícipe.
O sindicato informou que na próxima quarta-feira (16), haverá uma nova assembleia para definir quais serão os próximos passos a serem tomados pela categoria.
A greve dos servidores de Praia Grande segue por tempo indeterminado, até que haja um acordo entre as partes. Enquanto isso, a categoria mantém a mobilização e promete intensificar os protestos nos próximos dias.
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