Mercado futuro aguarda dados do CPI norte-americano e acompanha variação da Pesquisa de Serviços do IBGE; alta do petróleo e juros nos EUA permanecem no radar
Redação Publicado em 12/08/2026, às 09h49
O dólar iniciou as negociações desta quarta-feira (12) em leve tendência de queda de 0,10%, cotado a R$ 5,1556 por volta das 9h. Os investidores mantêm postura de cautela no aguardo da divulgação dos novos dados sobre a inflação nos Estados Unidos (CPI) e acompanham de perto os desdobramentos geopolíticos das tensões no Oriente Médio. No cenário financeiro interno, as atenções voltam-se para a abertura do Ibovespa, aliadas às incertezas sobre os rumos da taxa de juros e do ambiente eleitoral brasileiro, temas recentemente destacados em análises de mercado.
No plano internacional, os dados de inflação norte-americana relativos a julho são o principal balizador das cotações no mercado de câmbio. Estimativas do mercado projetam uma alta de 0,1% no indicador mensal, com desaceleração da taxa acumulada em 12 meses de 3,5% para 3,4%. Resultados acima do esperado podem reforçar a perspectiva de manutenção dos juros elevados por mais tempo pelo Federal Reserve.
Paralelamente, o mercado de commodities opera pressionado pelas disputas entre Estados Unidos e Irã no Estreito de Ormuz, rota vital para 20% do comércio global de petróleo, elevando os preços do barril do tipo Brent para US$ 89,10 e do WTI para US$ 83,56.
Pesquisa de Serviços e desempenho do mercado nacional
No cenário econômico doméstico, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou os números da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS). O volume do setor apresentou estabilidade no mês de junho em relação a maio, registrando um avanço de 2,0% na comparação com o mesmo período do ano anterior. O desempenho ficou abaixo das projeções iniciais do mercado financeiro, refletindo a desaceleração da atividade econômica em segmentos específicos do setor de serviços nacional.
No consolidado das cotações financeiras, o dólar comercial acumula valorização de 1,52% na semana e alta de 1,80% no mês, mantendo uma trajetória de queda acumulada de 5,98% ao longo do ano. O índice Ibovespa registra recuo semanal de 2,77% e perda mensal de 5,77%, embora mantenha saldo positivo de 6,86% nos acumulados do ano.