Mercado financeiro abre o dia em compasso de espera por dados da atividade econômica do IBGE e repercute alta do petróleo no exterior
Redação Publicado em 01/09/2026, às 11h21
O mercado financeiro doméstico abre a sessão desta terça-feira (1º) em tom de cautela e expectativa, com o dólar comercial operando em leve valorização de 0,09%, cotado a R$ 5,1845 no início dos negócios. O comportamento da moeda norte-americana reflete a postura defensiva dos investidores institucionais, que aguardam os números oficiais do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre de 2026, calculados e divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com projeções de desaceleração na atividade econômica em comparação aos primeiros meses do ano.
No cenário interno, as atenções também se voltam para a tramitação de pautas econômicas relevantes em Brasília. O mercado analisa com atenção a proposta orçamentária de 2027 encaminhada pelo Poder Executivo ao Congresso Nacional, que prevê um superávit primário de R$ 18,6 bilhões, o primeiro saldo positivo projetado após quatro exercícios consecutivos em déficit.
Paralelamente, o ambiente político legislativo movimenta discussões em torno de medidas provisórias com impacto direto sobre o consumo e o setor produtivo, incluindo propostas de isenção tributária para remessas internacionais, revisões no Código de Trânsito Brasileiro, linhas de crédito direcionadas a motoristas de aplicativos e pautas previdenciárias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Tensões geopolíticas e impacto nas bolsas internacionais
No exterior, a escalada nos conflitos militares entre os Estados Unidos e o Irã pressiona os mercados globais e impulsiona as cotações internacionais do barril de petróleo em cerca de 3%. Os ataques cruzados registrados no Estreito de Ormuz acenderam o alerta sobre riscos iminentes de interrupção logística no escoamento da commodity, rota marítima estratégica onde o tráfego regular de navios cargueiros registrou expressiva retração.
O aumento na cotação da energia renovou receios com pressões inflacionárias globais e a manutenção de taxas de juros elevadas pelas principais autoridades monetárias, resultando em quedas generalizadas nos índices de Wall Street, como o Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq, bem como recuos na maioria das bolsas de valores da Europa.