Com recorde de 103,3 milhões de trabalhadores ocupados, número de desempregados no país recua para 5,8 milhões no trimestre encerrado em julho

Redação Publicado em 27/08/2026, às 11h06
A taxa de desocupação no Brasil caiu para 5,3% no trimestre móvel encerrado em julho de 2026, atingindo o menor patamar para o período em toda a série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, iniciada em 2012. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice representa uma redução de 0,5 ponto percentual em relação ao trimestre anterior (fevereiro a abril) e recuo de 0,3 ponto na comparação com o mesmo trimestre de 2025.
O contingente de desocupados no país encolheu para 5,8 milhões de pessoas, registrando queda de 8% na comparação trimestral, o equivalente a cerca de 500 mil pessoas a menos em busca de colocação profissional.
Paralelamente, o número de trabalhadores ocupados bateu recorde histórico e alcançou 103,3 milhões de brasileiros, impulsionado pela criação de um milhão de postos de trabalho em três meses. Com o avanço nas contratações, o nível de ocupação subiu para 58,9% da população em idade para trabalhar.
Carteira assinada, informalidade e massa salarial recorde
O setor privado atingiu a marca de 39,4 milhões de trabalhadores com carteira assinada (excluindo serviços domésticos), patamar mais alto já computado pelo instituto. Já os empregados sem registro formal somaram 13,8 milhões, elevando a força total de trabalho empregada pelo setor privado ao número inédito de 53,2 milhões de pessoas. A taxa de informalidade permaneceu em 37,5%, abrangendo 38,8 milhões de trabalhadores informais no país.
No campo da remuneração, o rendimento médio habitual do trabalhador brasileiro ficou em R$ 3.762 mensais, sustentando alta real de 3,3% frente a julho de 2025. Esse comportamento levou a massa de rendimento real de todos os trabalhos ao recorde de R$ 383,5 bilhões, uma injeção de R$ 15,1 bilhões a mais na economia na comparação anual. Entre as atividades econômicas, a construção civil foi o principal vetor de contratações no trimestre, com expansão de 5,1% e criação de 371 mil novas vagas.
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