Receio sobre fechamento do Estreito de Ormuz impulsiona cotações internacionais de energia; mercado aguarda ata de juros do banco central americano
Redação Publicado em 19/08/2026, às 10h14
O agravamento das tensões geopolíticas no Oriente Médio voltou a impulsionar fortemente os preços internacionais do petróleo e a ditar o ritmo de cautela nos mercados financeiros globais nesta quarta-feira (19). Informações divulgadas pela imprensa internacional indicam que o Irã estuda expandir ações militares contra instalações utilizadas por tropas dos Estados Unidos na Europa, além de mirar infraestruturas submarinas estratégicas no Estreito de Ormuz caso o conflito com as forças norte-americanas sofra uma nova escalada.
O clima de incerteza em torno da rota marítima por onde historicamente transita cerca de 20% do petróleo mundial pressiona as cotações de energia e reaviva os temores em relação à inflação global.
No mercado de commodities, os contratos futuros do barril de petróleo Brent, utilizado como referência internacional, registraram alta nas primeiras horas do dia, cotados a US$ 91,64, enquanto o barril do West Texas Intermediate (WTI), padrão nos Estados Unidos, avançou para US$ 85,62. Por outro lado, no mercado de câmbio brasileiro, a divisa norte-americana iniciou as negociações em leve movimento de queda de 0,24%, cotada na faixa de R$ 5,2081.
Ata do Federal Reserve, bolsas e cenário doméstico
As atenções dos operadores e analistas econômicos estão voltadas para a publicação da ata da mais recente reunião do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos. Os investidores buscam no documento pistas claras sobre o ritmo de atividade da economia norte-americana e as sinalizações das autoridades monetárias a respeito da trajetória futura da taxa básica de juros nos Estados Unidos.
No Brasil, os desdobramentos políticos e econômicos no Congresso Nacional também permanecem no radar do mercado, com foco na tramitação de matérias como a proposta que visa alterar a escala de trabalho 6x1. No cenário internacional, o fechamento dos mercados na Ásia registrou perdas expressivas puxadas pelo setor de semicondutores e robótica, com recuos acentuados nos índices da Coreia do Sul, Japão e China.