Com a nova regulamentação de motores, a parte elétrica representa 50% da potência
Gabriella Souza Publicado em 18/03/2026, às 10h08
A temporada de 2026 da Fórmula 1 começou como um verdadeiro pesadelo para a atual bicampeã de construtores. Em um cenário raramente visto na categoria, a McLaren sequer conseguiu alinhar seus carros para a disputa do GP da China no último domingo (14). Tanto o atual campeão, Lando Norris, quanto seu companheiro Oscar Piastri, foram vítimas de falhas elétricas críticas em suas unidades de potência Mercedes, impossibilitando a participação de ambos antes mesmo da luz verde.
O chefe de equipe, Andrea Stella, classificou o ocorrido como uma fatalidade técnica sem precedentes recentes para o time de Woking.
O drama começou na garagem com Norris, onde um problema de comunicação na parte elétrica da unidade de potência foi detectado durante a preparação. Apesar das tentativas desesperadas de reprogramação e troca de componentes periféricos junto aos engenheiros da Mercedes HPP, o carro não apresentou condições de ir à pista. Pouco depois, o azar atingiu Piastri: embora o australiano tenha conseguido chegar ao grid, seu monoposto simplesmente "apagou" e não ligou mais.
Tensão entre McLaren e Mercedes
O incidente mostra a complexidade do novo regulamento de motores de 2026, onde a parte elétrica agora responde por 50% da potência total. Como o problema reside no hardware do motor, área que foge ao controle direto da engenharia da McLaren, a escuderia depende inteiramente da investigação física que será realizada pela fornecedora alemã.
O prejuízo em Xangai foi enorme. A equipe viu a líder do campeonato, a própria Mercedes, abrir uma vantagem de 80 pontos na tabela de construtores. Agora, o time corre contra o tempo para garantir que os "apagões" não se repitam no GP do Japão, marcado para o dia 29 de março, onde a confiabilidade será testada mais uma vez no desafiador circuito de Suzuka. A expectativa é que o laudo técnico da Mercedes HPP chegue antes do embarque para o oriente.