Automobilismo

Fim de equipes irmãs e a volta do reabastecimento na Fórmula 1

Mohammed Ben Sulayem avalia terminar parcerias entre equipes

Incidente de Jos Verstappen na Benetton, em 1994 - Foto: Reprodução/ órmula 1

Gabrielle Reis Publicado em 07/07/2026, às 09h50

O presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), afirmou que existem algumas novidades sendo estudadas dentro da entidade. A reintrodução dos motores V8 vêm acompanhada de uma novidade: volta dos reabastecimentos e o fim das "equipes irmãs", dentro da Fórmula 1.

Equipes irmãs 

Zac Brown (CEO da McLaren), demonstrou um descontentamento com essa questão das equipes irmãs, mas o motivo não está na questão do fornecimento de motores, mas na de ver a equipe Mercedes ter o desejo de comprar ações da Alpine, tornando-as interdependentes. Segundo Brown, isso está afetando a "integridade do esporte", já que não são equipes independentes, mas equipes que dependem de outras.

Atualmente, a Fórmula 1 conta com cinco fabricantes de motores: Audi, Ferrari, Honda, Mercedes e Red Bull-Ford.

A equipe Audi, produz o seu próprio motor, enquanto a Ferrari distribui para a própria equipe, para a Cadillac e para a equipe Haas. A Honda produzia o motor para a Red Bull, mas passou a fornecer para a equipe Aston Martin. A Mercedes produz para a própria equipe, para McLaren, Alpine e Williams. Red Bull- Ford, produz para a equipe Red Bull e para a Racing Bulls

Volta do reabastecimento

Desde 2010, não vemos a questão do reabastecimento dentro dessa categoria de automobilismo. O motivo se deu por conta dos custos e por conta da segurança. Desde esse momento, as equipes são obrigadas a começar a corrida com a quantidade necessária de combustível para completar cada corrida. Conforme isso aconteceu, os pit-stops se tornaram apenas: troca de penus - ou de alguma alteração necessária para o momento.

Alguns pilotos passaram por grandes sufocos durante o reabastecimento, sendo Jos Verstappen - pai do tetracampeão Max Verstappen - o prejudicado. O carro pilotado por ele (uma Benetton) acabou pegando fogo durante a sua parada nos boxes.

A situação conseguiu piorar, quando foi descoberto que a equipe havia removido um filtro de seus equipamentos de abastecimento para obter uma taxa de fluxo de combustível um pouco mais alta, permitindo que as paradas nos boxes fossem mais rápidas. Não se sabe se esse foi o motivo que contribuiu para o incêndio, mas a FIA abriu um inquérito para determinar a verdadeira culpada.

Uma das equipes concorrentes, a Larousse, recebeu um documento que afirmava que a remoção desse filtro era permitida. 

Essa não foi a única problemática. A equipe Ferrari, era conhecida por suas amplas estratégias e resultados, sendo essa pausa para o reabastecimento uma das estratégias que permitia uma amplitude nos resultados de Michael Schumacher.

Sulayem, declarou que estão reavaliando essa questão para ser feito da maneira correta. O reabastecimento seria feito com combustível sustentável , combinando com a eletreficação, mas que ainda estão com as opções em aberto.

 

 

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