Franquia dos EUA precisaria reformular elenco para abrir vaga de jogador designado ao craque; contrato com o Peixe vai até o fim de 2026
Gabriella Souza Publicado em 10/04/2026, às 09h26
O futuro de Neymar voltou a ser pauta no mercado internacional, desta vez com um destino nos Estados Unidos. O FC Cincinnati, franquia da Major League Soccer (MLS), demonstrou interesse em contratar o craque brasileiro para a temporada de 2027. A informação, revelada pelo portal The Athletic, braço esportivo do The New York Times, indica que as conversas ainda estão em estágio inicial entre o clube norte-americano e o estafe do jogador.
Apesar do interesse, a operação financeira e logística é considerada difícil. Para viabilizar a chegada de uma estrela do calibre de Neymar, o Cincinnati precisaria obrigatoriamente abrir uma vaga de "Jogador Designado" (a chamada Designated Player Rule), que permite às equipes da MLS ultrapassar o teto salarial da liga para contratar astros.
Atualmente, o clube tem suas três vagas ocupadas por Kévin Denkey, Miles Robinson e o ex-Vasco Evander, todos com vínculos longos, o que exigiria uma reestruturação profunda no elenco para abrigar o camisa 10.
Cenário de Neymar no Santos
Enquanto o mercado especula sobre 2027, Neymar segue em seus compromissos na Vila Belmiro. O craque tem contrato com o Santos até o fim de 2026, o que significa que, a partir de 30 de junho deste ano, ele já poderá assinar um pré-contrato com qualquer outra equipe.
A incerteza, porém, não vem apenas de propostas externas, mas do próprio atleta. Em entrevista recente, Neymar chegou a ventilar a possibilidade de se aposentar dos gramados já no próximo ano, o que torna qualquer planejamento para 2027 ainda mais dependente do seu desempenho físico e motivação pessoal nos próximos meses.
Copa do Mundo de 2026
No curto prazo e treinando normalmente no CT Rei Pelé nesta quinta-feira, o meia-atacante traçou como meta absoluta reforçar a Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026.
Neymar tem agora uma contagem regressiva, restam apenas 11 jogos oficiais para convencer o técnico Carlo Ancelotti de que está em plenas condições de liderar o Brasil no torneio. O desempenho nessas partidas finais será crucial para definir se o craque chegará bem para a Copa.