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Santos terá novo prédio com 113 apartamentos para famílias que vivem em cortiços

Terreno pertence à CDHU e a construção será realizada em parceria com o governo estadual, com propostas abertas em março

A seleção das famílias para o novo prédio seguirá um mapeamento dos cortiços - Foto: Carlos Nogueira (Foto Ilustrativa CDHU)

Gabriella Souza Publicado em 09/01/2026, às 10h27

A expectativa é que as máquinas comecem a trabalhar ainda em 2026. Segundo o presidente da Cohab-ST, Maurício Prado, o cronograma prevê que, após o início das obras, tudo esteja pronto em até 24 meses. O novo conjunto, batizado de Santos L, será construído em um terreno de mais de 2,4 mil metros quadrados, localizado entre a Rua Amador Bueno e a Avenida São Francisco.

Como vai funcionar a seleção das famílias

A estratégia para escolher quem vai morar no novo prédio seguirá o que já foi feito em projetos anteriores. Quando faltar cerca de um ano ou seis meses para a entrega das chaves, uma equipe especial será montada para mapear os cortiços da região central.

Nessa fase, a Defesa Civil entra em ação para vistoriar os imóveis e identificar quais estruturas estão em pior estado ou oferecem risco de desabamento. Maurício Prado explica que a ideia é cadastrar todas as pessoas que vivem nesses locais para que, assim que o prédio estiver pronto, elas possam se mudar imediatamente.

O fim dos cortiços e os novos aluguéis

Um ponto importante do projeto é o que acontece com os antigos casarões. Os donos dos imóveis usados como cortiços serão avisados oficialmente de que precisam regularizar a situação e não poderão mais alugar os espaços daquela forma. "Nosso objetivo é unir a reforma do Centro com a oferta de casas novas, acabando com os cortiços que ainda existem por aqui", afirma o diretor da Cohab.

Sobre o custo para os moradores, não há um valor fixo. As parcelas que as famílias vão pagar mensalmente serão calculadas com base no quanto cada uma ganha, garantindo que o valor caiba no bolso de todos.

Detalhes da obra e parceria

O terreno onde o Santos L será erguido pertence à CDHU, do Governo do Estado. O empreendimento é fruto de um trabalho conjunto entre a Cohab santista e o estado, que ficará responsável pelo investimento financeiro.

As empresas interessadas em construir o prédio já podem se preparar, pois os envelopes com as propostas serão abertos no dia 19 de março. O critério para escolher a vencedora será o menor preço apresentado, embora o valor máximo estimado para a construção ainda não tenha sido divulgado pela prefeitura.

Esse modelo de atendimento já teve um capítulo recente em novembro, quando 50 famílias que viviam em condições precárias no Centro foram transferidas para o conjunto Santos I, que conta com dois blocos de apartamentos na mesma região.

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