Comunicado oficial da Diocese determinou o afastamento administrativo preventivo do sacerdote após prisão cumprida pela DDM
Redação Publicado em 11/09/2026, às 08h09
A Diocese de Santos anunciou o afastamento temporário do padre Jucelino de Oliveira, de 58 anos, de todas as suas funções e atribuições ministeriais. A medida administrativa ocorre após a prisão preventiva do religioso, efetuada na noite de sexta-feira (4) em Praia Grande por equipes da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), sob a acusação de estupro de vulnerável contra uma jovem de 19 anos.
Em comunicado oficial divulgado na última quinta-feira (10), a Diocese classificou o ato como uma providência de caráter temporário, administrativo e preventivo, destinada a preservar o andamento das investigações e a integridade da comunidade eclesial. Com a decisão, o sacerdote fica expressamente proibido de celebrar missas, presidir atos de culto público ou privado, administrar sacramentos, exercer encargos pastorais ou realizar qualquer atividade inerente ao ministério presbiteral sem autorização expressa do bispo diocesano.
Investigação e denúncia
De acordo com as informações registradas no Boletim de Ocorrência, a vítima e seu namorado atuavam como coroinhas e frequentavam a igreja onde o padre exercia suas atividades havia cerca de três meses. Os relatos colhidos pela polícia apontam que o casal passou a acompanhar o religioso em celebrações por outras paróquias e frequentava a residência dele a convite do próprio sacerdote.
A investigação aponta que o padre teria fornecido bebidas alcoólicas aos jovens, mesmo após a vítima relatar histórico de dependência alcoólica. Conforme o depoimento, o abuso de natureza sexual teria ocorrido em uma dessas ocasiões, enquanto o namorado da vítima apresentava forte sonolência em decorrência do consumo de álcool. A denúncia também menciona que o religioso oferecia suporte financeiro e presentes ao casal, incluindo o custeio de CNH e materiais para a abertura de um negócio, além de propostas para que se mudassem para sua residência.
Posição da defesa
A defesa de Jucelino de Oliveira sustenta que a prisão decretada possui caráter estritamente cautelar e temporal, enfatizando que a medida restritiva não configura condenação prévia nem autoriza conclusões antecipadas sobre os fatos imputados. As investigações seguem em andamento sob a condução da Polícia Civil do Estado de São Paulo.