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Guarujá

Líder do PCC condenado por lavar R$ 74 milhões é preso ao sair de academia em Guarujá

Gralber Compri, de 47 anos, foi capturado por força-tarefa na Enseada. Ele movimentou cifras milionárias para o crime organizado

- Foto: Reprodução

Redação Publicado em 08/10/2026, às 08h14

Apontado como uma das lideranças do Primeiro Comando da Capital (PCC), Gralber Compri, de 47 anos, foi preso na última quarta-feira (7) ao sair de uma academia de ginástica no bairro Enseada, em Guarujá. Foragido da Justiça, ele possuía uma condenação definitiva a 17 anos e 13 dias de prisão, em regime inicial fechado, por comandar um esquema de lavagem de dinheiro que movimentou mais de R$ 74 milhões para o crime organizado.

Ação conjunta e uso de documentos falsos

A captura foi resultado de um minucioso trabalho de inteligência conduzido pela Polícia Federal (PF). Após levantamentos e diligências, os agentes identificaram a rotina e o paradeiro do foragido no litoral paulista. As informações foram então compartilhadas com as equipes do 21º Batalhão de Polícia Militar do Interior (BPM/I), que efetuaram o cerco e a abordagem exata no momento em que ele deixava a academia.

Durante a revista, os policiais constataram que o criminoso tentava ocultar sua identidade. Com ele, foram apreendidos documentos e cartões bancários falsos emitidos em nome de terceiros, além de dois telefones celulares que serão periciados.

Operação Hauler e o esquema milionário

Conhecido no mundo do crime pelos vulgos “Da Princesa” e “Bonitinho”, o homem era alvo de um mandado de prisão expedido a partir da Operação Hauler. A ofensiva, deflagrada em setembro de 2025 pela PF de Araraquara em atuação conjunta com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Ribeirão Preto, desarticulou uma complexa rede financeira ilícita.

Segundo as investigações, o grupo criminoso lavou dezenas de milhões de reais para financiar e expandir as operações da facção no estado de São Paulo. Além da pena de reclusão por lavagem de dinheiro e associação criminosa, Compri foi condenado ao pagamento de 46 dias-multa.

Histórico em Venceslau e proximidade com Marcola

O histórico de Compri no sistema carcerário reforça sua posição de influência na alta cúpula da organização. Na primeira metade da década passada, ele cumpriu pena na Penitenciária de Presidente Venceslau, no interior paulista — unidade de segurança máxima historicamente conhecida por abrigar a liderança da facção. Registros da inteligência da segurança pública apontam que, durante sua passagem pela unidade, ele manteve contato direto com Marcos Willians Herbas Camacho, o “Marcola”, apontado como o líder máximo do PCC.

Após a prisão e a confirmação de sua identidade no Guarujá, o criminoso foi sob forte escolta até a sede da delegacia da Polícia Federal em Santos, onde permaneceu à disposição da Justiça.

A captura foi coordenada pela Base Avançada da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) em Santos, uma força-tarefa que reúne a Polícia Federal, Polícia Militar, Polícia Civil, Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) e a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP).

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