Grupo utilizou imóvel abandonado para acessar corredor do estabelecimento; ação durou cerca de duas horas
Redação Publicado em 12/05/2026, às 11h03
Uma ação estratégica e planejada mobilizou as autoridades de Registro, no Vale do Ribeira, após criminosos furtarem cerca de R$ 100 mil de um supermercado na madrugada do último domingo (10). O crime, executado com precisão por pelo menos três homens encapuzados, utilizou a técnica do "buraco na parede" para acessar o estabelecimento. A quadrilha invadiu um imóvel abandonado vizinho ao comércio e rompeu a estrutura de alvenaria, conseguindo entrar em um corredor interno sem acionar os sensores de presença.
O furto foi descoberto por um funcionário que, ao iniciar o turno de trabalho, notou a sujeira no local e o rombo na parede. Ao conferir a sala do cofre, confirmou que o equipamento havia sido arrombado. Segundo as imagens do circuito interno, os criminosos permaneceram dentro do supermercado por aproximadamente duas horas, focados exclusivamente no montante em dinheiro guardado no dia anterior, sem subtrair qualquer outro item ou mercadoria.
Investigação e veículo suspeito
A Polícia Militar iniciou as diligências analisando as câmeras de monitoramento municipais e identificou um veículo circulando em atitude suspeita nas proximidades no horário do crime, chegando a trafegar na contramão. Com base nas placas, os agentes localizaram o proprietário do carro em sua residência ainda na manhã de domingo.
O homem apresentou informações contraditórias aos policiais, inicialmente negando ter saído de casa durante a madrugada. Devido às inconsistências no depoimento, ele foi conduzido à Delegacia de Registro para prestar esclarecimentos. Embora tenha sido ouvido e liberado em seguida, o indivíduo e o veículo seguem como peças centrais na investigação conduzida pela Delegacia Seccional.
Perícia e inteligência criminosa
A Secretaria de Segurança Pública (SSP) confirmou que a perícia técnica foi acionada para examinar o local da invasão e o cofre arrombado. O fato de os sensores de movimento não terem sido disparados chama a atenção dos investigadores, sugerindo que o bando possuía conhecimento prévio do sistema de segurança ou utilizou tecnologia para burlar a vigilância eletrônica.
O caso agora segue sob investigação para identificar os demais integrantes da quadrilha e verificar se há conexão com outros furtos semelhantes ocorridos na região do Vale do Ribeira e da Baixada Santista. A polícia solicita que qualquer informação que ajude na identificação dos suspeitos seja reportada via denúncia anônima, auxiliando na recuperação do valor e na desarticulação do grupo.