Criminosos foram presos após cerco da Polícia Militar; vítimas relataram ameaças violentas e disseram que um dos assaltantes colocou arma na boca de um dos moradores durante o roubo.
Redação Publicado em 16/05/2026, às 13h37
Uma madrugada de terror terminou com três homens presos após um assalto violento a uma residência em Santos, no litoral de São Paulo. Os criminosos invadiram a casa de um casal de chineses, mantiveram as vítimas reféns sob ameaças e tentaram escapar pelos telhados das casas vizinhas, mas acabaram cercados pela Polícia Militar.
O caso aconteceu na Rua Moema, durante a madrugada deste sábado (16). Segundo informações do boletim de ocorrência, os suspeitos identificados como Endrew Luiz Indaui Messias, de 21 anos, Guilherme Oliveira Santos, de 23, e Renan Galvão Gouvea dos Santos, de 30, renderam o casal após receberem informações de que as vítimas guardavam em casa dinheiro proveniente do comércio da família.
Durante a ação criminosa, os assaltantes ameaçaram constantemente os moradores. Uma das vítimas relatou à polícia que teve uma arma colocada dentro da boca enquanto os criminosos exigiam dinheiro e objetos de valor.
Equipes da Polícia Militar foram acionadas rapidamente e encontraram moradores da região apontando que os suspeitos haviam fugido pelos telhados das residências vizinhas. Diante da situação, os agentes montaram um cerco em várias ruas do bairro.
O primeiro suspeito foi localizado escondido em uma residência na Avenida Pedro Lessa. Com ele, os policiais encontraram um revólver e aparelhos celulares. Pouco depois, outro criminoso foi encontrado em uma casa próxima.
O terceiro integrante do grupo foi localizado escondido sobre uma laje na Rua Comendador Alfaia Rodrigues, encerrando a tentativa de fuga cinematográfica.
Os três homens foram encaminhados à Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Santos e reconhecidos pelas vítimas. Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, o caso foi registrado como tentativa de roubo em residência.
A Polícia Civil também investiga a participação de um quarto suspeito, apontado pelos presos como responsável por fornecer informações sobre a rotina do casal e a movimentação financeira da família.
A defesa de Renan Galvão informou que acompanha o caso e analisa os autos, ressaltando o direito à ampla defesa e à presunção de inocência. Já os advogados dos demais suspeitos não foram localizados até a publicação desta reportagem