Após forte temporal, Mongaguá enfrenta alagamentos que afetam diversas áreas, deixando 500 famílias em situação crítica.
Otávio Alonso Publicado em 22/01/2026, às 02h08
A Prefeitura de Mongaguá decretou situação de emergência após o forte temporal que atingiu o município e provocou alagamentos em diferentes pontos da cidade. Mesmo com a medida oficial e as orientações das autoridades, cerca de 500 famílias continuam em áreas afetadas pelas chuvas.
O volume intenso de chuva elevou rapidamente o nível da água em ruas e residências, invadindo imóveis e causando prejuízos materiais. Em diversos bairros, a água chegou a tomar completamente o interior das casas, danificando móveis, eletrodomésticos e objetos pessoais.
Imagens registradas no local mostram moradores caminhando por vias alagadas, tentando retirar pertences e minimizar as perdas em meio à lama e aos resíduos trazidos pela enxurrada.
Com o decreto de situação de emergência, a prefeitura passa a ter mais agilidade para executar ações emergenciais e solicitar apoio dos governos estadual e federal. A medida permite acelerar processos administrativos e viabilizar recursos para atendimento da população afetada.
A Defesa Civil intensificou o monitoramento das áreas mais críticas e reforçou as orientações para que moradores deixem locais considerados de risco.
Apesar das recomendações, muitos moradores optaram por permanecer nas casas alagadas. Segundo relatos exibidos na reportagem, o principal motivo é o medo de saques e furtos caso os imóveis fiquem vazios.
Para essas famílias, o risco de perder o pouco que restou dos pertences pesa mais do que a ameaça representada pela água, levando moradores a passar a noite em condições precárias.
A prefeitura informou que disponibilizou abrigos para acolher pessoas que precisem deixar suas casas. No entanto, a adesão tem sido limitada, justamente pela insegurança em abandonar os imóveis atingidos.
Equipes de assistência social seguem no atendimento à população, orientando moradores e oferecendo suporte às famílias afetadas pelas chuvas.
Com a possibilidade de novas chuvas, o estado de alerta permanece. Técnicos da Defesa Civil acompanham a situação do solo, o nível da água e os riscos em áreas vulneráveis, mantendo o monitoramento constante.
Enquanto isso, moradores convivem com o prejuízo, a insegurança e a expectativa de que o nível da água baixe nos próximos dias, permitindo o início da limpeza e da recuperação das áreas atingidas.